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O registo da fixação temporal dos factos mencionados no texto [[Bíblia|bíblico]], é dificultado porque a '''Cronologia Bíblica''' baseia-se em '''datas relativas'''. Embora alguns pontos poderá estar ainda longe de um consenso, e em outros, haver divergências de entendimento, nós podemos construir um quadro histórico seguro - de acordo com o conhecimento actualmente disponível. Para isso os historiadores, recorrem a fontes extra-bíblicas para fazer datações absolutas. São estas que nos permitem datar, por exemplo, em que ano ocorreu a Batalha de [[Carquemis]], quando [[Salomão]] ascendeu ao trono, a conquista de Babilónia por [[Ciro II]], a destruição do [[Templo de Jerusalém]], ou mesmo, o [[Êxodo]] do Egito.
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A fixação temporal dos fatos mencionados no texto [[Bíblia|bíblico]] é dificulta A fixação temporal dos fatos mencionados no texto [[Bíblia|bíblico]] é dificultado porque a '''Cronologia Bíblica''' se baseia em '''datas relativas'''. Embora alguns pontos podem ainda estar longe de consenso, e em outros, haver divergências de entendimento, nós podemos construir um quadro histórico seguro - de acordo com o conhecimento atualmente disponível. Para isso os historiadores, recorrem a fontes extra bíblicas para fazer datações absolutas. São estas que nos permitem datar, por exemplo, em que ano ocorreu a Batalha de [[Carquemis]], quando [[Salomão]] ascendeu ao trono, a conquista de Babilónia por [[Ciro II]], a destruição do [[Templo de Jerusalém]], ou mesmo, o [[Êxodo]] do Egito.
   
"''A tarefa do historiador moderno é confrontar esses dados da Bíblia com os factos da História Geral."'' - citação da ''Bíblia de Jerusalém'', Introdução ao Pentateuco, Ed. Paulus, pág. 27. Grande parte do Antigo Testamento é escrito em forma de História por [[profeta]]s historiadores, e demonstra a intenção evidente do seus autores - historiadores religiosos - de escrever História propriamente dita.
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"''A tarefa do historiador moderno é confrontar esses dados da Bíblia com os fatos da História Geral."'' - citação de "Introdução ao Pentateuco" da ''Bíblia de Jerusalém'', Ed. Paulus, pág. 27. Grande parte do Antigo Testamento é escrito em forma de História por [[profeta]]s historiadores, e demonstra a intenção evidente do seus autores - historiadores religiosos - de escrever História propriamente dita.
   
Os historiadores tiveram que achar uma '''data-chave''', e a partir dela, já é possível datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia e procurar sincronizá-los com as cronologias dos povos contemporâneos (egípcios, assírios, neo-babilónicos, persas, gregos, romanos). As datas-chaves são determinadas por se recorrer aos registos feitos em tabuinhas astronómicas, bem como aos métodos de datação rádiocarbono.
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Os historiadores tiveram de achar uma '''data-chave''', e a partir dela, já é possível datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia e procurar sincronizá-los com as cronologias dos povos contemporâneos (egípcios, assírios, babilónicos, persas, gregos, selêucidas, romanos). As datas-chaves são determinadas com a ajuda dos registos feitos em tabuinhas astronómicas, bem como aos métodos de datação rádiocarbono.
   
 
== Diferentes conceitos na datação ==
 
== Diferentes conceitos na datação ==
Apesar de se trabalhar com o texto bíblico e de considerar como as diversas traduções bíblicas vertem o texto, o historiador precisa investigar a história real e basear as suas conclusões em documentos históricos. Deverá procurar ser o mais isento e objectivo possível. Havendo divergências no entendimento, deverá indicar quais os argumentos contrários. Algumas datas devem ser consideradas como meras indicações até que haja mais sólidas evidências.
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Apesar de se trabalhar com o texto bíblico e de considerar como as diversas traduções bíblicas vertem o texto, o historiador / investigador precisa estudar e basear suas conclusões em documentos históricos credíveis. Têm o dever de ser o mais isento e o mais objetivo que lhe for possível. Havendo divergências no entendimento, deverá indicar quais os argumentos contrários. Algumas datas devem ser consideradas como meras indicações até que aja mais sólidas evidências.
   
 
=== Números ordinais e cardinais ===
 
=== Números ordinais e cardinais ===
Há uma diferença entre números cardinais e números ordinais. Isto deve ser tomado em conta quando calculamos períodos bíblicos em harmonia com métodos de datação modernos. Por exemplo, o livro bíblico de Jeremias 52:31 fala de "''o 37.º ano do exílio de [[Jeoaquim]]''". O termo 37.º ano é um número ordinal. Representa 36 anos completos mais alguns dias, semanas, ou meses. Existe também alguns casos em que os anos dos reinados são arredondados.
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Há uma diferença entre números cardinais e números ordinais. Isto deve ser tomado em conta quando calculamos períodos bíblicos em harmonia com métodos de datação modernos. Por exemplo, o livro bíblico de Jeremias 52:31 fala de "''o 37.º ano do exílio de [[Jeoaquim]]''". O termo 37.º ano é um número ordinal. Representa 36 anos completos mais alguns dias, semanas, ou meses. A Bíblia usa o calendário lunar. Cada ano lunar é 360 dias, cada mês é 30 dias. Existe também alguns casos em que os anos dos reinados são arredondados.
   
 
=== Ano de reinado e ano de ascensão ===
 
=== Ano de reinado e ano de ascensão ===
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=== Anos de co-regências ===
 
=== Anos de co-regências ===
Deve-se ter em atenção que existe alguns casos citados na Bíblia em que o Herdeiro ao Trono governou por alguns anos ''durante'' a vida do Rei. Podemos citar como exemplo:
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Deve ter em atenção que existe casos citados na Bíblia de co-regências. Cita-se os seguintes exemplos:
   
* [[Jeorão]], filho de Jeosafá, Rei de Judá (veja em );
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* [[Jotão]], filho de [[Azarias]] (Uzias), que governou durante o Reino de Judá, após seu pai ser se tornado leproso. (II Reis 15:5)
 
* [[Atália]], filha do Rei [[Acabe]] e de [[Jezabel]], que governou por 6 anos o Reino de Judá, após a execução de [[Acazias]], seu filho. Findou quando [[Jeoás]], legítimo herdeiro ao trono de Judá, com 7 anos se tornou Rei.
* [[Jotão]], filho de [[Azarias]] (Uzias), Rei de Judá (veja em II Reis 15:5);
 
* [[Belsazar]], filho de [[Nabonido]], Rei de Babilónia (veja em Daniel 5:1,29).
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* [[Belsazar]], filho de [[Nabonido]], foi em Rei de Babilónia. Era o segundo governante do Império Babilónico. (Daniel 5:1, 29)
* [[Dario, o Medo]], com [[Ciro II]], após a conquista de Babilónia.
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* [[Dario, o Medo]], com [[Ciro II]], após a conquista de Babilónia. (Daniel 9:1)
* Provavelmente no caso de [[Artaxerxes I]] nos últimos anos de [[Xerxes I]].
 
 
Existe o caso da regência de [[Atália]], filha de Acabe, que governou durante 6 anos o Reino de Judá, após a execução do Rei [[Acazias]], seu filho. Esta regência finda quando [[Jeoás]], legítimo Herdeiro ao Trono, aos 7 anos, se tornou Rei.
 
   
 
=== Era Cristã e antes da Era Cristã ===
 
=== Era Cristã e antes da Era Cristã ===
Sobre o uso das siglas '''AEC''' (ou '''AEC''') ou '''d.C.''' (ou '''EC'''), veja a explicação dada no artigo [[Anno Domini]] ("Ano do Senhor").
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Sobre o uso das siglas '''a.C.''' / '''AEC''' e '''d.C.''' / '''EC''', veja a explicação dada no artigo [[Era Cristã]] ou Era Comum. Veja ainda [[Anno Domini]], "Ano do Senhor".
   
 
=== Duração dos Reinados ===
 
=== Duração dos Reinados ===
Sobre este ponto, temos alguns exemplos de que a duração de alguns reinados mencionados na Bíblia nem sempre são anos completos. Outro fator, a considerar é que o nosso [[Calendário gregoriano]] é solar, e o [[Calendário judaico]], é lunar. Note os seguintes exemplos: O Rei [[David]] reinou primeiramente em [[Herbon]], sobre a Tribo de Judá, por 7 anos e 6 meses. Após isso, se tornou rei sobre todas tribos de Israel, reinando em Jerusalém, por 33 anos. Sabemos que duração total do seu reinado foi de 40 anos. [[Zacarias]], filho de Jeroboão II, Rei de Israel Setentrional, reinou por 6 meses. [[Joaquim]], filho de Jeoaquim, reinou 3 meses e 10 dias.
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Sobre este ponto, temos alguns exemplos de que a duração de alguns reinados mencionados na Bíblia nem sempre são anos completos. Outro fator, a considerar é que o nosso [[Calendário gregoriano]] é solar, e o [[Calendário judaico]] é lunar. Note os seguintes exemplos:
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[[David]] reinou primeiramente sobre Judá a partir de [[Herbon]], por 7 anos e 6 meses. Após isso, se tornou rei sobre as 12 tribos de Israel, reinando a partir de Jerusalém, por 33 anos. Sabemos que duração total do seu reinado foi de 40 anos. [[Zacarias]], filho de [[Jeroboão II]], Rei de Israel Setentrional, reinou por 6 meses. [[Joaquim]], filho de [[Jeoaquim]], apenas reinou 3 meses e 10 dias.
   
 
=== Datação e sincronismos ===
 
=== Datação e sincronismos ===
O período histórico descrito nos livros bíblicos dos I e II Reis, I e II Crónicas (também chamados de [[Paralipómenos]]), [[Esdras]] e [[Neemias]], é narrado pelos seus autores à maneira de crónicas históricas. As Crónicas dos Reis, frequentemente citadas e transcritas ao pé da letra, foram redigidas pelos cronistas (em hebr. ''mazkirim'') do reino. A exactidão histórica dos relatos bíblicos é assim determinada por intermédio da ajuda dos documentos contemporâneos dos povos vizinhos.
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O período histórico descrito nos livros bíblicos dos I e II Reis, I e II Crónicas (também chamados de [[Paralipómenos]]), [[Esdras]] e [[Neemias]], é narrado pelos seus autores à maneira de crónicas históricas. As Crónicas dos Reis, frequentemente citadas e transcritas ao pé da letra, foram redigidas pelos cronistas (em hebr. ''mazkirim'') do reino. A exatidão histórica dos relatos bíblicos é assim determinada por intermédio da ajuda dos documentos contemporâneos dos povos vizinhos.
   
 
A Cronologia do Egito foi estabelecida baseada num conjunto de evidências diferentes. Na evidência detalhada da Cronologia Neo-babilónica, é suficiente a notar que esta evidência consiste em muitas [[estelas]] de túmulos, dos testemunhos de [[Heródoto]] e de [[Maneto]], e de vários papiros, incluindo alguns detalhes astronómicos (como o Papiro Demótico, Berlim 13588). A Cronologia Egípcia está solidamente fundamentada, e até mesmo mais, é completamente independente da Cronologia Neo-babilónica. Na realidade, ambas cronologias se complementam.
 
A Cronologia do Egito foi estabelecida baseada num conjunto de evidências diferentes. Na evidência detalhada da Cronologia Neo-babilónica, é suficiente a notar que esta evidência consiste em muitas [[estelas]] de túmulos, dos testemunhos de [[Heródoto]] e de [[Maneto]], e de vários papiros, incluindo alguns detalhes astronómicos (como o Papiro Demótico, Berlim 13588). A Cronologia Egípcia está solidamente fundamentada, e até mesmo mais, é completamente independente da Cronologia Neo-babilónica. Na realidade, ambas cronologias se complementam.
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=== Na Monarquia Unida ===
 
=== Na Monarquia Unida ===
 
 
=== Saul ===
 
=== Saul ===
* '''[[Saul]]''', de [[Gibeá]], Tribo de Benjamim, escolhido como primeiro Rei de Antigo Israel. Reinou por 40 anos. Ungido pelo profeta Samuel. Saul derrota '''[[Náas]]''', Rei de [[Amon]], em [[Jabes-Gileade]]. O reinado de Saúl se caraterizou por uma quase constante guerra contra os inimigos à sua volta. Era mais um líder e chefe militar. (I Samuel 14:47,48) São conquistadas as guarnições dos filisteus de [[Micmás]] e a montanha de Betel, e Gibeá, a sul de Geba, e [[Geba]]. Impaciente Saúl decidiu "oferecer ofertas" e Samuel avisou-o das consequências fatais da sua desobediência. (I Samuel 13:13,14) Na Batalha de Micmás, os filisteus foram novamente derrotados. A guerra contra os [[amalequitas]], Saul foi considerado culpado de rebelião e desobediência, ao poupar [[Agague]], Rei de Amaleque, e poupar o melhor do gado dos amalequita.(I Samuel 15) Samuel disse-lhe fora rejeitado como rei. (I Samuel 15:23) Morreu na Batalha do [[Monte Gilboa]] contra os filisteus. Nessa ocasião, o filisteu [[Aquis]] era Rei de [[Gate]].
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* '''[[Saul]]''', de [[Gibeá]], tribo de Benjamim, escolhido como primeiro Rei de Antigo Israel. Reinou por 40 anos. Ungido pelo profeta Samuel. Saul derrota '''[[Náas]]''', Rei de [[Amon]], em [[Jabes-Gileade]]. O seu reinado caraterizou-se por uma quase constante guerra contra os inimigos à sua volta. Era mais um líder e chefe militar. (I Samuel 14:47-48) São conquistadas as guarnições dos filisteus de [[Micmás]] e a montanha de Betel, e Gibeá, a sul de Geba, e [[Geba]]. Impaciente, Saúl decide "oferecer ofertas" sem esperar por Samuel. (I Samuel 13:13-14) Na Batalha de Micmás, os filisteus são novamente derrotados. A guerra contra os [[amalequitas]], Saul é considerado culpado de rebelião e desobediência, ao poupar [[Agague]], Rei de Amaleque, e poupar o melhor do gado dos amalequitas. (I Samuel 15) Samuel lhe disse fora rejeitado como rei. (I Samuel 15:23) Morreu na Batalha do [[Monte Gilboa]] contra os filisteus. Nessa ocasião, o filisteu [[Aquis]] era Rei de [[Gate]].
   
 
=== David ===
 
=== David ===
* '''[[David]]''', de [[Belém]], Tribo de Judá, sucedeu a Saul. Reinou 40 anos. Reinou em [[Hébron]], por 7 anos e 6 meses. Joabe conquista a Fortaleza de Jebus, no [[Monte Sião]]. Em [[Jerusalém]], reinou por 33 anos. Celebrou uma aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]].
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* '''[[David]]''', de [[Belém]], tribo de Judá, sucedeu a Saul. Reinou 40 anos. Reinou em [[Hébron]], por 7 anos e 6 meses. Joabe conquistou a fortaleza dos jebuseus, no [[Monte Sião]]. Em [[Jerusalém]], reinou por 33 anos. Celebrou uma aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]].
   
* Jerusalém, em heb. Yerûshalayim, é um nome confirmado, de diferentes maneiras, pelo menos desde o século XIX AEC. De origem cananita ou amorreia, significando provavelmente "a cidades do (deus) Shalim", mas em hebreu provavelmente "a cidade da paz". Em textos egípcios dos séculos XIX e XVIII AEC., o nome pronunciar-se-á Urusalimum. Nas Cartas de Tell-el-Amarna do século XIV AEC, aparece como Urusalim. Em aramaico, chama-se Yerûshelem.
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* [[Jerusalém]], em heb. ''Yerûshalayim'', é um nome confirmado de diferentes maneiras, pelo menos desde o século XIX AEC. De origem cananeia, significa provavelmente "cidade do (deus) Shalim". Na etimologia hebraica, "cidade da paz". Em textos egípcios dos séculos XIX e XVIII AEC, é pronunciado ''Urusalimum''. Nas [[Cartas de Tell-el-Amarna]] do século XIV AEC, aparece como ''Urusalim''. Em aramaico, chama-se ''Yerûshelem''.
* O nome Salém, em hebr. Shalem, é a forma abreviada do nome completo. A cidade era conhecida pelo nome de Jebus, no período dos juízes, porque os seus habitantes eram chamados jebuseus. Este nome não está confirmado fora da Bíblia.
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* O nome Salém, ''Shalem'', é a forma abreviada de Jerusalém. A cidade era conhecida pelo nome de Jebus, no período dos Juízes, porque os seus habitantes originais eram os jebuseus. Este nome não está confirmado fora da Bíblia.
* No tempo de David, ficou conhecida por "cidade de David". (II Samuel 5:7) David mandou construir o Palácio Real (II Samuel 5:11) e também algumas fortificações. Também construiu uma estrutura chamada de "Milo" (II Samuel 5:9; I Crónicas 11:8) O nome hebraico millô’, que significa "encher", tem sido explicado de várias maneiras.
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* No tempo de David, ficou conhecida por "cidade de David". (II Samuel 5:7) David mandou construir o Palácio Real (II Samuel 5:11) e algumas fortificações. Mandou construir uma estrutura chamada de "Milo", em hebr. ''millô'', "encher". Talvez fosse um aterro. (II Samuel 5:9; I Crónicas 11:8)
   
 
=== Salomão ===
 
=== Salomão ===
 
* '''[[Salomão]]''', filho de [[David]] com Bateseba. Reinou por 40 anos.
 
* '''[[Salomão]]''', filho de [[David]] com Bateseba. Reinou por 40 anos.
* Aliança matrimonial com a filha de Faraó (não identificado), recebendo nessa ocasião a cidade de [[Gezer]] como presente. Renova a aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]]. Possuía uma frota comercial de navios de longo curso no Golfo de Aqeba, que navegavam trianualmente até [[Ofir]].
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* Aliança matrimonial com a filha de Faraó (não identificado), recebendo nessa ocasião a cidade de [[Gezer]] como presente. Renova a aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]]. Possuía uma frota comercial de navios de longo curso no Golfo de Aqeba, que navegavam trianualmente até [[Ofir]] (nas costas da Africa Ocidental ou da India).
* No seu 4.º ano, tem início a construção do [[Templo de Jerusalém]]. A sua construção durou 7 anos. Isso terá coincidido exactamente com 480.º ano após o [[Êxodo]] do Egito. (I Reis 6:1) Construção do Palácio Real, o Pórtico das Colunas, o Pórtico do Trono, a Casa do Cedro do Líbano, e por fim, o Palácio da Filha de Faraó. São construídas diversas cidades para os seus carros de combate e são fortificadas cidades-armazém. Entre os seus grandes empreendimentos deve também ser mencionada a construção de [[Tadmor]] no deserto, servindo de entreposto comercial e posto avançado militar.
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* No seu 4.º ano, tem início a construção do [[Templo de Jerusalém]]. Sua construção durou 7 anos. Isso terá coincidido exatamente com 480.º ano após o [[Êxodo]] do Egito. (I Reis 6:1) Construção do Palácio Real, o Pórtico das Colunas, o Pórtico do Trono, a Casa do Cedro do Líbano. Por fim, mandou construir o Palácio da Filha de Faraó, a sua principal esposa. São construídas diversas cidades para seus carros de combate e são fortificadas cidades-armazém. Entre os seus grandes empreendimentos foi a construção de [[Tadmor]] no deserto da Síria, servindo de entreposto comercial e posto avançado militar.
* Após conclusão dos projectos de construção, exactamente 20 anos após o início da construção do Templo, terá ocorrido a visita da Rainha de [[Sabá]] (Iémen meridional).
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* Após conclusão dos projetos de construção, exatamente 20 anos após o início da construção do Templo, terá ocorrido a visita da Rainha de [[Sabá]] (no Iémen meridional).
 
* Durante grande parte do seu reinado, a Palestina gozou de paz e grande prosperidade. Foi assinalado por uma notável atividade inteletual.
 
* Durante grande parte do seu reinado, a Palestina gozou de paz e grande prosperidade. Foi assinalado por uma notável atividade inteletual.
 
* Nos últimos anos do seu reinado, tolera a idolatria e confirma o ecumenismo religioso, motivado pelos casamentos mistos. Samoão se tornou opressor do povo de Israel. Os seus inimigos, internos e externos, começaram a prevalecer centra ele.
 
* Nos últimos anos do seu reinado, tolera a idolatria e confirma o ecumenismo religioso, motivado pelos casamentos mistos. Samoão se tornou opressor do povo de Israel. Os seus inimigos, internos e externos, começaram a prevalecer centra ele.
* [[Sheshonq I]] reinava do Egipto nos últimos anos do Rei Salomão.
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* [[Sheshonq I]] era Rei do Egito nos últimos anos do Rei Salomão e após a sua morte.
   
 
=== Após a Divisão do Reino ===
 
=== Após a Divisão do Reino ===
Tenha atenção que as datações relativas abaixo mencionadas, são as mencionadas nos relatos dos livros bíblicos de Reis e Crónicas. A sua sincronização com a cronologia dos povos vizinhos apresentam inúmeras dificuldades, pelo que deverá tomar as informações abaixo com reserva. Estas dificuldades terão de ser explicadas e documentadas em artigo específico.
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Tenha atenção que as datações relativas abaixo mencionadas, são as mencionadas nos relatos dos livros bíblicos de I e II Reis e I e II Crónicas. Sua sincronização com a cronologia dos povos vizinhos apresentam inúmeras dificuldades, pelo que deverá tomar as informações abaixo com reserva. Estas dificuldades terão de ser explicadas e documentadas em artigo específico.
   
 
* '''[[Roboão]]''', filho de [[Salomão]], se tornou Rei de Judá. Reinou por 17 anos. '''[[Jeroboão I]]''' se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos.
 
* '''[[Roboão]]''', filho de [[Salomão]], se tornou Rei de Judá. Reinou por 17 anos. '''[[Jeroboão I]]''' se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos.
* No seu 5.º ano, '''[[Sheshonq I]]''' (na Bíblia, chamado de Sisaque) invade a Palestina. Arqueologia: Templo de Carnaque muros do Templo de Amon em Tebas, Egito. Estela de Sheshonq I de Megido.
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* No seu 5.º ano, '''[[Sheshonq I]]''' (na Bíblia, chamado de Sisaque) invade a Palestina. Arqueologia: muros do Templo de Amom em Carnak, Tebas. Estela de Sheshonq I de Megido.
 
* '''[[Abijão]]''' (também chamado de '''Abias'''), filho de [[Roboão]], se tornou Rei de Judá no 18.º ano de [[Jeroboão I]]. Reinou por 3 anos. Continuou a guerra com Jeroboão I. (I Reis 15:3,6,7; II Crónicas 13:3-20)
 
* '''[[Abijão]]''' (também chamado de '''Abias'''), filho de [[Roboão]], se tornou Rei de Judá no 18.º ano de [[Jeroboão I]]. Reinou por 3 anos. Continuou a guerra com Jeroboão I. (I Reis 15:3,6,7; II Crónicas 13:3-20)
 
* '''[[Asa]]''', filho de [[Abijão]] (Abias), se tornou Rei de Judá no 20.º ano de Jeroboão I. Reinou por 41 anos.
 
* '''[[Asa]]''', filho de [[Abijão]] (Abias), se tornou Rei de Judá no 20.º ano de Jeroboão I. Reinou por 41 anos.
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* No seu 18.º ano, '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 12 anos. Jeorão se coliga com Judá e Edom, para derrotar Moabe. Em [[Quir-Haresete]], Mesa sacrifica seu primogénito para esconjurar a derrota. Jeorão é ferido pelos sírios no sítio de Ramote-Gileade. Foi executado por [[Jeú]] em [[Jezrael]].
 
* No seu 18.º ano, '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 12 anos. Jeorão se coliga com Judá e Edom, para derrotar Moabe. Em [[Quir-Haresete]], Mesa sacrifica seu primogénito para esconjurar a derrota. Jeorão é ferido pelos sírios no sítio de Ramote-Gileade. Foi executado por [[Jeú]] em [[Jezrael]].
 
* '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 5.º ano de Jeorão, filho de Acabe, Rei de Israel. Reinou por 8 anos. Casou com [[Atália]], filha de Acabe, Rei de de Israel.
 
* '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 5.º ano de Jeorão, filho de Acabe, Rei de Israel. Reinou por 8 anos. Casou com [[Atália]], filha de Acabe, Rei de de Israel.
* '''[[Acazias]]''', filho de Jeorão, neto de [[Jeosafá]], se tornou Rei de Judá no 11.º ano de Jeorão, filho de Acabe. Reinou por 1 ano. Foi golpeado por [[Jeú]], acabando por morrer em [[Megido]]. Arqueologia: Estela de Tell-Dã.
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* '''[[Acazias]]''', filho de Jeorão, neto de [[Jeosafá]], se tornou Rei de Judá no 11.º ano de Jeorão, filho de Acabe. Reinou por 1 ano. Foi golpeado por [[Jeú]], acabou por morrer em [[Megido]]. Arqueologia: Estela de Tell-Dã.
   
 
=== Após a execução da Casa de Acabe ===
 
=== Após a execução da Casa de Acabe ===
* '''[[Atália]]''' se tornou regente do Reino de Judá no 1.º ano de [[Jeú]] e governou por 6 anos. É executada.
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* '''[[Atália]]''' se tornou regente do Reino de Judá no 1.º ano de [[Jeú]] e governou por 6 anos. Foi executada.
 
* '''[[Jeú]]''', se tornou Rei de Israel, sucedendo à Dinastia de Onri. Reinou por 28 anos. Se tornou rei tributário no 18.º ano de '''[[Salmanasar III]]'''. Jeú teve de lutar contra [[Ben-Hadade II]], Rei da Síria, e seu sucessor, '''[[Hazael]]'''. A Dinastia de Jeú dura 48 anos. Arqueologia: Obelisco de Salmanasar III (Museu Britânico).
 
* '''[[Jeú]]''', se tornou Rei de Israel, sucedendo à Dinastia de Onri. Reinou por 28 anos. Se tornou rei tributário no 18.º ano de '''[[Salmanasar III]]'''. Jeú teve de lutar contra [[Ben-Hadade II]], Rei da Síria, e seu sucessor, '''[[Hazael]]'''. A Dinastia de Jeú dura 48 anos. Arqueologia: Obelisco de Salmanasar III (Museu Britânico).
 
* '''[[Jeoás]]''', filho de Acazias, se tornou Rei de Judá no 7.º ano de Jeú. Reinou por 40 anos.
 
* '''[[Jeoás]]''', filho de Acazias, se tornou Rei de Judá no 7.º ano de Jeú. Reinou por 40 anos.
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* No seu 37.º ano, '''[[Jeoás]]''', filho de Jeoacaz, Rei de Israel, se tornou rei. Reinou por 16 anos. Derrotou por 3 vezes Hazael, Rei da Síria.
 
* No seu 37.º ano, '''[[Jeoás]]''', filho de Jeoacaz, Rei de Israel, se tornou rei. Reinou por 16 anos. Derrotou por 3 vezes Hazael, Rei da Síria.
   
* '''[[Amazias]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Judá no 2.º ano de [[Jeoás]], filho de Jeoacaz, Rei de Israel. Foi capturado por Jeoás, Rei de Israel, na Batalha de Bete-Semes [de Judá].
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* '''[[Amazias]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Judá no 2.º ano de [[Jeoás]], filho de Jeoacaz, Rei de Israel. Foi capturado por Jeoás, Rei de Israel, na Batalha de Bete-Semes da tribo de Judá.
 
* No seu 15.º ano, '''[[Jeroboão II]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Israel. Reinou por 41 anos. Restaurou ao país todo o território desde da terra de [[Hamate]] até ao [[Mar Morto]]. (II Reis 14:25)
 
* No seu 15.º ano, '''[[Jeroboão II]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Israel. Reinou por 41 anos. Restaurou ao país todo o território desde da terra de [[Hamate]] até ao [[Mar Morto]]. (II Reis 14:25)
 
* '''[[Azarias]]''' (também chamado de '''Uzias'''), filho de [[Amazias]], se tornou Rei de Judá no 27.º ano de [[Jeroboão II]]. Reinou por 52 anos.
 
* '''[[Azarias]]''' (também chamado de '''Uzias'''), filho de [[Amazias]], se tornou Rei de Judá no 27.º ano de [[Jeroboão II]]. Reinou por 52 anos.
 
* No seu 38.º ano, '''[[Zacarias]]''', filho de Jeroboão II, se tornou Rei de Israel. Reinou 6 meses. Foi executado por [[Salum]]. Fim da Dinastia de Jeú. Salum se tornou Rei de Israel e reinou apenas 1 mês lunar (30 dias). Foi executado por [[Menaém]].
 
* No seu 38.º ano, '''[[Zacarias]]''', filho de Jeroboão II, se tornou Rei de Israel. Reinou 6 meses. Foi executado por [[Salum]]. Fim da Dinastia de Jeú. Salum se tornou Rei de Israel e reinou apenas 1 mês lunar (30 dias). Foi executado por [[Menaém]].
* No seu 39.º ano, '''[[Menaém]]''' executa [[Salum]] e se tornou Rei de Israel. Reinou por 10 anos. No seu reinado, Menaém se tornou rei tributário de '''[[Tiglate-Pileser III]]''', Rei da Assíria.
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* No seu 39.º ano, '''[[Menaém]]''' executa [[Salum]] e se tornou Rei de Israel. Reinou por 10 anos. No seu reinado, Menaém passou a ser tributário de '''[[Tiglate-Pileser III]]''', Rei da Assíria. Nesa ocasião, ele é chamado de "Pul" ou Pulu.
 
* No seu 50.º ano, '''[[Pecaías]]''', filho de Menaém, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
 
* No seu 50.º ano, '''[[Pecaías]]''', filho de Menaém, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
 
* No seu 52.º ano, '''[[Peca]]''' executa o Rei Pecaías e se tornou Rei de Israel. Reinou por 20 anos.
 
* No seu 52.º ano, '''[[Peca]]''' executa o Rei Pecaías e se tornou Rei de Israel. Reinou por 20 anos.
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* '''[[Jotão]]''', filho de Azarias (Uzias), se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Foi co-regente com seu pai, nos últimos anos do seu reinado.
 
* '''[[Jotão]]''', filho de Azarias (Uzias), se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Foi co-regente com seu pai, nos últimos anos do seu reinado.
 
* '''[[Acaz]]''', filho de Jotão, se tornou Rei de Judá no 17.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Sob pressão da guerra sírio-israelita, Acabe se tornou rei tributário de Tiglate-Pileser III. O Rei da Assíria conquista [[Damasco]] e executa [[Rezim]], Rei da Síria. Em seguida, invade o reino de Peca, reduzindo o país à região montanhosa de Efraim.
 
* '''[[Acaz]]''', filho de Jotão, se tornou Rei de Judá no 17.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Sob pressão da guerra sírio-israelita, Acabe se tornou rei tributário de Tiglate-Pileser III. O Rei da Assíria conquista [[Damasco]] e executa [[Rezim]], Rei da Síria. Em seguida, invade o reino de Peca, reduzindo o país à região montanhosa de Efraim.
* No seu 12.º ano, '''[[Oséias]]''' executa o Rei Peca e se tornou Rei de Israel. Tiglate-Pileser III confirma Oséias como rei. Reinou por 9 anos.
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* No seu 12.º ano, '''[[Oséias]]''' executou Peca e se tornou Rei de Israel. Tiglate-Pileser III confirmou Oséias como rei. Reinou por 9 anos.
 
* '''[[Ezequias]]''', filho de Acaz, se tornou Rei de Judá no 3.º ano de Oséias. Reinou por 29 anos.
 
* '''[[Ezequias]]''', filho de Acaz, se tornou Rei de Judá no 3.º ano de Oséias. Reinou por 29 anos.
* No seu 4.º ano, '''[[Salmanaser V]]''' invade Reino de Israel e sitia Samaria por 3 anos (722 AEC a 720 AEC).. Nesse tempo, '''[[Osorkon IV]]''' (na Bíblia, é chamado de "Sô") era o Rei do Egito.
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* No seu 4.º ano, '''[[Salmanaser V]]''' invade Reino de Israel e sitia Samaria por 3 anos (722 AEC a 720 AEC). Nesse tempo, '''[[Osorkon IV]]''' (na Bíblia, é chamado de "Sô") era o Rei do Egito.
 
* No seu 6.º ano, '''[[Sargão II]]''' conquista Samaria. Isto terá ocorrido em [[720 AEC]].
 
* No seu 6.º ano, '''[[Sargão II]]''' conquista Samaria. Isto terá ocorrido em [[720 AEC]].
   
 
=== Após a conquista de Samaria ===
 
=== Após a conquista de Samaria ===
* No seu 14.º ano, '''[[Senaquiribe]]''' invade Reino de Judá. Conquista de [[Laquis]]. Jerusalém é sitiada, mas não chega a conquista-la. Nesse tempo, [[Taraka]] (na Bíblia, chamado de "Tiraca") era o Rei do Egito. Recebe a visita de emissários de Madruque-apal-iddina II (na Bíblia, chamado de '''[[Medroaque-Baladã]]''' ou '''Madruque-Baladã'''), que se tornara Rei de Babilónia.
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* No seu 14.º ano, '''[[Senaquiribe]]''' invade Reino de Judá. Conquista de [[Laquis]]. Jerusalém é sitiada, mas não chega a conquista-la. Nesse tempo, [[Taraka]] (na Bíblia, chamado de "Tiraca") era o Rei do Egito. Recebe a visita de emissários de Madruk-apal-iddina II (na Bíblia, chamado de '''[[Medroaque-Baladã]]''' ou '''Madruque-Baladã'''), que se tornara Rei de Babilónia.
   
Arqueologia: relevos de Laquis (Museu Britânico), Prisma de Senaqueribe (Instituto Oriental da Universidade de Cicago), Inscrição de Siloé (Museu Arqueológico de Istambul), Túnel de Siloé. Fontes escritas: textos históricos assírios (Anais de Tiglat-Pileser III e Sargão II), as óstracas da Samaria e de Láquish e alguns livros bíblicos (Reis I e II; Crónicas, I e II; Amós, Oseias e Isaías). A par destas, os testemunhos arqueológicos provenientes das escavações de tells. Sargão II conquistou Asdode. Assassinato de Senaqueribe por seus próprios filhos (2 Reis 19:37), como registado nos anais de seu filho Esar-Hadom. Queda de Nínive como predito pelos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registado no Tablete de Nabopolazar.
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Arqueologia: relevos de Laquis (Museu Britânico), Prisma de Senaqueribe (Instituto Oriental da Universidade de Cicago), Inscrição de Siloé (Museu Arqueológico de Istambul), [[Túnel de Siloé]]. Fontes escritas: textos históricos assírios (Anais de Tiglat-Pileser III e Sargão II), as óstracas da Samaria e de Láquish e alguns livros bíblicos (Reis I e II; Crónicas, I e II; Amós, Oseias e Isaías). A par destas, os testemunhos arqueológicos provenientes das escavações de tells. Sargão II conquistou [[Asdode]]. Assassinato de Senaqueribe por seus próprios filhos (2 Reis 19:37), como registado nos anais de seu filho Esar-Hadom. Em [[612 AEC]], [[Nínive]] foi conquistada conforme predição dos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registado no Tablete de Nabopolazar.
   
 
* '''[[Manassés]]''', filho do Rei Ezequias, reinou por 55 anos. Foi levado como prisioneiro para Babilónia. (II Crónicas 33:11) Se tornou rei tributário de '''[[Esar-Hadom]]''' (ou Assardão), Rei da Assíria.
 
* '''[[Manassés]]''', filho do Rei Ezequias, reinou por 55 anos. Foi levado como prisioneiro para Babilónia. (II Crónicas 33:11) Se tornou rei tributário de '''[[Esar-Hadom]]''' (ou Assardão), Rei da Assíria.
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=== Últimos Reis de Judá ===
 
=== Últimos Reis de Judá ===
* '''[[Jeoacaz]]''', filho de Josias, reinou por 3 meses (609 AEC). Foi chamado a [[Ribla]] e deposto por Neco II. É levado prisioneiro para o Egito. Em seu lugar, Neco escolhe Jeoaquim, filho de Josias, como Rei de Judá.
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* '''[[Jeoacaz]]''', filho de Josias, reinou por 3 meses (609 AEC). Foi chamado a [[Ribla]] e deposto por Neco II. É levado prisioneiro para o Egito. Em seu lugar, Neco nomeia Jeoaquim, filho de Josias, como Rei de Judá.
* '''[[Jeoaquim]]''' (ou '''Jeoiaquim''', também chamado de Eliaquim), filho de Josias, reinou por 11 anos. (608 a 598 AEC) Se tornou rei tributário de Neco II. Logo após a [[Batalha de Carquermis]], em [[605 AEC]], Nabucodonosor é aclamado Rei de Babilónia. O seu 1.º ano de reinado foi o 4.º ano de reinado de Jeoaquim. O Rei de Judá torna-se rei tributário de '''[[Nabucodonosor II]]''' (isto é, Judá passou a "servir o Rei de Babilónia"). Ao fim de 2 anos, Jeoaquim se rebelou e procura o auxílio do Egito.
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* '''[[Jeoaquim]]''' (ou '''Jeoiaquim''', também chamado de Eliaquim), filho de Josias, reinou por 11 anos. (608 a 598 AEC) Se tornou rei tributário de Neco II. Após a [[Batalha de Carquermis]], em [[605 AEC]], Nabopolazar morreu. Nabucodonosor, seu filho, é aclamado Rei de Babilónia. O seu 1.º ano de reinado foi o 4.º ano de reinado de Jeoaquim. O Rei de Judá se torna rei tributário de '''[[Nabucodonosor II]]''' (isto é, Judá passou a "servir o Rei de Babilónia"). Ao fim de dois anos, Jeoaquim se rebelou e procura o auxílio do Egito.
* '''[[Joaquim]]''' (também chamado de '''[[Jeconias]]'''), filho de Jeoaquim, reinou por 3 meses e 10 dias. No 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[598 AEC]], Jerusalém é sitiada e Joaquim rende-se. Ocorre a primeira deportação.
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* '''[[Joaquim]]''' (também chamado de '''[[Jeconias]]'''), filho de Jeoaquim, reinou por 3 meses e 10 dias. No 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[598 AEC]], Jerusalém é sitiada e Joaquim se rende. Ocorre a primeira deportação.
* '''[[Zedequias]]''' (Matanias), filho de Josias, reinou por 11 anos. (587 a 587 AEC) Jerusalém é sitiada e conquistada, no 19.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[587 AEC]]). Nesse tempo, '''[[Apriés]]''' era o Rei do Egito. (Jeremias 44:30; 37:5-11) Os habitantes são deportados em massa para Babilónia. A cidade e seu Templo são destruídos. Após o assassínio do Governador [[Gedalias]], o restante dos judeus foge para o Egito e a terra de Judá fica sem habitantes. Nesse tempo, '''[[Baalins]]''' era o Rei de [[Amon]].
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* '''[[Zedequias]]''' (Matanias), filho de Josias, reinou por 11 anos. (587 a 587 AEC) Jerusalém foi conquistada no 19.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[587 AEC]]). Nesse tempo, '''[[Apriés]]''' era o Rei do Egito. (Jeremias 44:30; 37:5-11) Seus habitantes são deportados em massa para Babilónia. A cidade e seu Templo são destruídos. Após o assassínio do governador [[Gedalias]], o restante dos judeus foge para o Egito e a terra de Judá fica sem habitantes. Nesse tempo, '''[[Baalins]]''' era o Rei de [[Amon]].
 
* Jeremias 39:3 nomeia os príncipes de Nabucodonosor presentes no sítio final de Jerusalém. Veja [[Neriglissar]] e [[Tabuleta de Nebo-Sarsequim|Nebo-Sarsequim]].
 
* Jeremias 39:3 nomeia os príncipes de Nabucodonosor presentes no sítio final de Jerusalém. Veja [[Neriglissar]] e [[Tabuleta de Nebo-Sarsequim|Nebo-Sarsequim]].
   
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== Veja também ==
 
== Veja também ==
* [[Era Cristã]] (EC) ou Anno Domini (AD)
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* [[Era Cristã]] ou Nossa Era Comum (EC)
 
* [[Arqueologia bíblica]]
 
* [[Arqueologia bíblica]]
 
* [[Bíblia]]
 
* [[Bíblia]]
* [[Calendário Judaico]]
+
* [[Calendário Hebraico]]
 
* [[Cronologia bíblica Novo Testamento]]
 
* [[Cronologia bíblica Novo Testamento]]
 
* [[Cronologia bíblica Antigo Testamento]]
 
* [[Cronologia bíblica Antigo Testamento]]
 
* [[Cronologia das Testemunhas de Jeová]] - seus aspetos singulares
 
* [[Cronologia das Testemunhas de Jeová]] - seus aspetos singulares
   
== Ligações externas ==
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== Ligações Externas ==
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* [http://jcab.no.sapo.pt/calendario.htm Calendário Hebraico]
 
* [http://www.ifcs.ufrj.br/~frazao/cronologia.htm Cronologia do Mundo Bíblico], pela Prof. Dra. Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva, (rev.)
 
* [http://www.ifcs.ufrj.br/~frazao/cronologia.htm Cronologia do Mundo Bíblico], pela Prof. Dra. Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva, (rev.)
 
* [http://www.cronologiabiblica.hpg.ig.com.br/livro/Indice.html Cronologia Bíblica Livro On-Line], Indaléssio Costa Rodrigues, Indaléssio Books 2007, (rev.)
 
* [http://www.cronologiabiblica.hpg.ig.com.br/livro/Indice.html Cronologia Bíblica Livro On-Line], Indaléssio Costa Rodrigues, Indaléssio Books 2007, (rev.)
   
 
[[Categoria:Bíblia]]
 
[[Categoria:Bíblia]]
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A fixação temporal dos fatos mencionados no texto [[Bíblia|bíblico]] é dificultado porque a '''Cronologia Bíblica''' se baseia em '''datas relativas'''. Embora alguns pontos podem ainda estar longe de consenso, e em outros, haver divergências de entendimento, nós podemos construir um quadro histórico seguro - de acordo com o conhecimento atualmente disponível. Para isso os historiadores, recorrem a fontes extra bíblicas para fazer datações absolutas. São estas que nos permitem datar, por exemplo, em que ano ocorreu a Batalha de [[Carquemis]], quando [[Salomão]] ascendeu ao trono, a conquista de Babilónia por [[Ciro II]], a destruição do [[Templo de Jerusalém]], ou mesmo, o [[Êxodo]] do Egito.
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"''A tarefa do historiador moderno é confrontar esses dados da Bíblia com os fatos da História Geral."'' - citação de "Introdução ao Pentateuco" da ''Bíblia de Jerusalém'', Ed. Paulus, pág. 27. Grande parte do Antigo Testamento é escrito em forma de História por [[profeta]]s historiadores, e demonstra a intenção evidente do seus autores - historiadores religiosos - de escrever História propriamente dita.
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  +
Os historiadores tiveram de achar uma '''data-chave''', e a partir dela, já é possível datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia e procurar sincronizá-los com as cronologias dos povos contemporâneos (egípcios, assírios, babilónicos, persas, gregos, selêucidas, romanos). As datas-chaves são determinadas com a ajuda dos registos feitos em tabuinhas astronómicas, bem como aos métodos de datação rádiocarbono.
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== Diferentes conceitos na datação ==
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Apesar de se trabalhar com o texto bíblico e de considerar como as diversas traduções bíblicas vertem o texto, o historiador / investigador precisa estudar e basear suas conclusões em documentos históricos credíveis. Têm o dever de ser o mais isento e o mais objetivo que lhe for possível. Havendo divergências no entendimento, deverá indicar quais os argumentos contrários. Algumas datas devem ser consideradas como meras indicações até que aja mais sólidas evidências.
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=== Números ordinais e cardinais ===
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Há uma diferença entre números cardinais e números ordinais. Isto deve ser tomado em conta quando calculamos períodos bíblicos em harmonia com métodos de datação modernos. Por exemplo, o livro bíblico de Jeremias 52:31 fala de "''o 37.º ano do exílio de [[Jeoaquim]]''". O termo 37.º ano é um número ordinal. Representa 36 anos completos mais alguns dias, semanas, ou meses. Estamos lidando com um calendário lunar. Cada ano lunar são 360 dias, cada mês são 30 dias. Existe também alguns casos em que os anos dos reinados são arredondados.
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=== Ano de reinado e ano de ascensão ===
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A contagem da duração dos reinados deverá ter em consideração, se o escritor usa o sistema de "ano de Ascensão" ou de "não-Ascensão". Por vezes, isso não fica bem claro no texto bíblico. Além disso, parece existir em determinado momento histórico uma contagem dupla. Portanto, tenha isto sempre em atenção quando se diz: Fulano "se tornou rei".
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  +
Por exemplo, o príncipe herdeiro [[Nabucodonosor II|Nabucodonosor]] se tornou rei no ano de [[605 AEC]], com a morte de seu pai, o Rei [[Nabopolassar]]. Se o cronista aplicar o sistema de "ano de não-Ascensão", o seu primeiro de reinado é contado desde 605/604 AEC. Se o cronista aplicar o sistema "ano de Ascensão", o seu primeiro de reinado seria entre os anos de 604/603 AEC.
  +
  +
Em II Reis 25:8 e Jeremias 52:12, menciona-nos que Jerusalém foi destruída no 19.º ano de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Judá (ano de não-Ascensão). Já em Jeremias 52:28-30 diz que foi no seu 18.º ano, sob o ponto de vista de Babilónia (ano de Ascensão). Em 2 Reis 24:12, a deportação de [[Joaquim]], Rei de Judá, ocorreu no 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II (não-Ascensão), sob o ponto de vista de Judá. Em Jeremias 52:28-30, a deportação do Rei Joaquim ocorreu no 7.º ano de reinado (ano Ascensão), de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Babilónia (ano Ascensão).
  +
  +
=== Anos de co-regências ===
  +
Deve ter em atenção que existe casos citados na Bíblia de co-regências. Cita-se os seguintes exemplos:
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* [[Jotão]], filho de [[Azarias]] (Uzias), que governou durante o Reino de Judá, após seu pai ser se tornado leproso. (II Reis 15:5)
  +
* [[Atália]], filha do Rei [[Acabe]] e de [[Jezabel]], que governou por 6 anos o Reino de Judá, após a execução de [[Acazias]], seu filho. Findou quando [[Jeoás]], legítimo herdeiro ao trono de Judá, com 7 anos se tornou Rei.
  +
* [[Belsazar]], filho de [[Nabonido]], foi em Rei de Babilónia. Era o segundo governante do Império Babilónico. (Daniel 5:1, 29)
  +
* [[Dario, o Medo]], com [[Ciro II]], após a conquista de Babilónia. (Daniel 9:1)
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  +
=== Era Cristã e antes da Era Cristã ===
  +
Sobre o uso das siglas '''a.C.''' / '''AEC''' e '''d.C.''' / '''EC''', veja a explicação dada no artigo [[Era Cristã]] ou Era Comum. Veja ainda [[Anno Domini]], "Ano do Senhor".
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=== Duração dos Reinados ===
  +
Sobre este ponto, temos alguns exemplos de que a duração de alguns reinados mencionados na Bíblia nem sempre são anos completos. Outro fator, a considerar é que o nosso [[Calendário gregoriano]] é solar, e o [[Calendário judaico]] é lunar. Note os seguintes exemplos:
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  +
[[David]] reinou primeiramente sobre Judá a partir de [[Herbon]], por 7 anos e 6 meses. Após isso, se tornou rei sobre as 12 tribos de Israel, reinando a partir de Jerusalém, por 33 anos. Sabemos que duração total do seu reinado foi de 40 anos. [[Zacarias]], filho de [[Jeroboão II]], Rei de Israel Setentrional, reinou por 6 meses. [[Joaquim]], filho de [[Jeoaquim]], apenas reinou 3 meses e 10 dias.
  +
  +
=== Datação e sincronismos ===
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O período histórico descrito nos livros bíblicos dos I e II Reis, I e II Crónicas (também chamados de [[Paralipómenos]]), [[Esdras]] e [[Neemias]], é narrado pelos seus autores à maneira de crónicas históricas. As Crónicas dos Reis, frequentemente citadas e transcritas ao pé da letra, foram redigidas pelos cronistas (em hebr. ''mazkirim'') do reino. A exatidão histórica dos relatos bíblicos é assim determinada por intermédio da ajuda dos documentos contemporâneos dos povos vizinhos.
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  +
A Cronologia do Egito foi estabelecida baseada num conjunto de evidências diferentes. Na evidência detalhada da Cronologia Neo-babilónica, é suficiente a notar que esta evidência consiste em muitas [[estelas]] de túmulos, dos testemunhos de [[Heródoto]] e de [[Maneto]], e de vários papiros, incluindo alguns detalhes astronómicos (como o Papiro Demótico, Berlim 13588). A Cronologia Egípcia está solidamente fundamentada, e até mesmo mais, é completamente independente da Cronologia Neo-babilónica. Na realidade, ambas cronologias se complementam.
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As referências abaixo são uma lista de acontecimentos históricos documentados importantes para podermos contextualizar historicamente os acontecimentos narrados na Bíblia, apesar de existirem eventuais divergências ou dificuldades na sua datação absoluta.
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== Esquema cronológico e sincronismos ==
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=== Monarquia Unida ===
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=== Saul ===
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* '''[[Saul]]''', de [[Gibeá]], tribo de Benjamim, escolhido como primeiro Rei de Antigo Israel. Reinou por 40 anos. Ungido pelo profeta Samuel. Saul derrota '''[[Náas]]''', Rei de [[Amon]], em [[Jabes-Gileade]]. O seu reinado caraterizou-se por uma quase constante guerra contra os inimigos à sua volta. Era mais um líder e chefe militar. (I Samuel 14:47-48) São conquistadas as guarnições dos filisteus de [[Micmás]] e a montanha de Betel, e Gibeá, a sul de Geba, e [[Geba]]. Impaciente, Saúl decide "oferecer ofertas" sem esperar por Samuel. (I Samuel 13:13-14) Na Batalha de Micmás, os filisteus são novamente derrotados. A guerra contra os [[amalequitas]], Saul é considerado culpado de rebelião e desobediência, ao poupar [[Agague]], Rei de Amaleque, e poupar o melhor do gado dos amalequitas. (I Samuel 15) Samuel lhe disse fora rejeitado como rei. (I Samuel 15:23) Morreu na Batalha do [[Monte Gilboa]] contra os filisteus. Nessa ocasião, o filisteu [[Aquis]] era Rei de [[Gate]].
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=== David ===
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* '''[[David]]''', de [[Belém]], tribo de Judá, sucedeu a Saul. Reinou 40 anos. Reinou em [[Hébron]], por 7 anos e 6 meses. Joabe conquistou a fortaleza dos jebuseus, no [[Monte Sião]]. Em [[Jerusalém]], reinou por 33 anos. Celebrou uma aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]].
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  +
* [[Jerusalém]], em heb. ''Yerûshalayim'', é um nome confirmado de diferentes maneiras, pelo menos desde o século XIX AEC. De origem cananeia, significa provavelmente "cidade do (deus) Shalim". Na etimologia hebraica, "cidade da paz". Em textos egípcios dos séculos XIX e XVIII AEC, é pronunciado ''Urusalimum''. Nas [[Cartas de Tell-el-Amarna]] do século XIV AEC, aparece como ''Urusalim''. Em aramaico, chama-se ''Yerûshelem''.
  +
* O nome Salém, ''Shalem'', é a forma abreviada de Jerusalém. A cidade era conhecida pelo nome de Jebus, no período dos Juízes, porque os seus habitantes originais eram os jebuseus. Este nome não está confirmado fora da Bíblia.
  +
* No tempo de David, ficou conhecida por "cidade de David". (II Samuel 5:7) David mandou construir o Palácio Real (II Samuel 5:11) e algumas fortificações. Mandou construir uma estrutura chamada de "Milo", em hebr. ''millô'', "encher". Talvez fosse um aterro. (II Samuel 5:9; I Crónicas 11:8)
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=== Salomão ===
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* '''[[Salomão]]''', filho de [[David]] com Bateseba. Reinou por 40 anos.
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* Aliança matrimonial com a filha de Faraó (não identificado), recebendo nessa ocasião a cidade de [[Gezer]] como presente. Renova a aliança comercial com '''[[Hirão]]''', Rei de [[Tiro]]. Possuía uma frota comercial de navios de longo curso no Golfo de Aqeba, que navegavam trianualmente até [[Ofir]] (nas costas da Africa Ocidental ou da India).
  +
* No seu 4.º ano, tem início a construção do [[Templo de Jerusalém]]. Sua construção durou 7 anos. Isso terá coincidido exatamente com 480.º ano após o [[Êxodo]] do Egito. (I Reis 6:1) Construção do Palácio Real, o Pórtico das Colunas, o Pórtico do Trono, a Casa do Cedro do Líbano. Por fim, mandou construir o Palácio da Filha de Faraó, a sua principal esposa. São construídas diversas cidades para seus carros de combate e são fortificadas cidades-armazém. Entre os seus grandes empreendimentos foi a construção de [[Tadmor]] no deserto da Síria, servindo de entreposto comercial e posto avançado militar.
  +
* Após conclusão dos projetos de construção, exatamente 20 anos após o início da construção do Templo, terá ocorrido a visita da Rainha de [[Sabá]] (no Iémen meridional).
  +
* Durante grande parte do seu reinado, a Palestina gozou de paz e grande prosperidade. Foi assinalado por uma notável atividade inteletual.
  +
* Nos últimos anos do seu reinado, tolera a idolatria e confirma o ecumenismo religioso, motivado pelos casamentos mistos. Samoão se tornou opressor do povo de Israel. Os seus inimigos, internos e externos, começaram a prevalecer centra ele.
  +
* [[Sheshonq I]] era Rei do Egito nos últimos anos do Rei Salomão e após a sua morte.
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  +
=== Após a Divisão do Reino ===
  +
Tenha atenção que as datações relativas abaixo mencionadas, são as mencionadas nos relatos dos livros bíblicos de I e II Reis e I e II Crónicas. Sua sincronização com a cronologia dos povos vizinhos apresentam inúmeras dificuldades, pelo que deverá tomar as informações abaixo com reserva. Estas dificuldades terão de ser explicadas e documentadas em artigo específico.
  +
  +
* '''[[Roboão]]''', filho de [[Salomão]], se tornou Rei de Judá. Reinou por 17 anos. '''[[Jeroboão I]]''' se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos.
  +
* No seu 5.º ano, '''[[Sheshonq I]]''' (na Bíblia, chamado de Sisaque) invade a Palestina. Arqueologia: muros do Templo de Amom em Carnak, Tebas. Estela de Sheshonq I de Megido.
  +
* '''[[Abijão]]''' (também chamado de '''Abias'''), filho de [[Roboão]], se tornou Rei de Judá no 18.º ano de [[Jeroboão I]]. Reinou por 3 anos. Continuou a guerra com Jeroboão I. (I Reis 15:3,6,7; II Crónicas 13:3-20)
  +
* '''[[Asa]]''', filho de [[Abijão]] (Abias), se tornou Rei de Judá no 20.º ano de Jeroboão I. Reinou por 41 anos.
  +
* No seu 2.º ano, '''[[Nadabe]]''', filho de Jeroboão I, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. É executado por Baasa. Fim da Dinastia de Jeroboão.
  +
* No seu 3.º ano, '''[[Baasa]]''' se tornou Rei de Israel. Reinou por 24 anos.
  +
* No seu 11.º ano, o etíope [[Zerá]] invade o Reino de Judá. Batalha no Vale de Zefata, em Maressa.
  +
* No seu 16.º ano, '''[[Ben-Hadade I]]''', Rei da Síria, invade o norte do reino de Baasa.
  +
* No seu 26.º ano, '''[[Elá]]''', filho de Baasa, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
  +
* No seu 27.º ano, '''[[Zinri]]''' executa o Rei Baasa. Fim da Dinastia de Baasa. '''[[Onri]]''', chefe do exército de Israel, se tornou Rei de Israel. Sitiou [[Tirza]] e Zinri se suicida no incêndio do Palácio Real. Onri reinou por 12 anos. Mandou fundar [[Samaria]] e onde reinou os últimos 6 anos.
  +
* No seu 31.º ano, Onri se tornou rei único, após a morte de [[Tibni]].
  +
* No seu 38.º ano, '''[[Acabe]]''' [ hebr. 'Ach'ab ], filho de Onri, se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos. Casou com [[Jezabel]], filha de '''[[Itbaal]]''' (na Bíblia, chamado '''Etbaal'''), Rei de [[Sídon]]. No seu reinado, [[Jericó]]] foi reconstruída. (II Reis 16:34) Em Samaria, mandou construir revestir de marfim o Palácio Real. Em Jezrael, o mandou construir um palácio de veraneio. Envolveu-se em guerras contra '''[[Ben-Hadade II]]'''. Samaria chega a ser sitiada, mas não é conquistada. Derrotou os sírios na Batalha de Afeque. Coligou-se com Jeosafá, Rei de Judá, para conquistar [[Ramote-Gileade]], morreu após no sitio. Arqueologia: Samaria, Jezrael, Jericó.
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  +
* '''[[Jeosafá]]''' (ou '''Josafá'''), filho de Asa, se tornou Rei de Judá no 4.º ano de Acabe. Reinou por 25 anos.
  +
* No seu 17.º ano, '''[[Acazias]]''', filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. Revolta de '''[[Mesa]]''', Rei de [[Moabe]]. (II Reis 3:4,5) Juntou-se a Jeosafá de Judá expedição comercial a serem enviada a [[Ofir]], mas os navios naufragaram no [[Golfo de Aqaba]]. (I Reis 22:48,49; II Crónicas 20:35-37) Como ele morreu sem herdeiros, o trono passou para o seu irmão Jeorão. Arqueologia: Pedra Moabita (Museu do Louvre).
  +
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* No seu 18.º ano, '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 12 anos. Jeorão se coliga com Judá e Edom, para derrotar Moabe. Em [[Quir-Haresete]], Mesa sacrifica seu primogénito para esconjurar a derrota. Jeorão é ferido pelos sírios no sítio de Ramote-Gileade. Foi executado por [[Jeú]] em [[Jezrael]].
  +
* '''[[Jeorão]]''' (ou '''Jorão'''), filho de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 5.º ano de Jeorão, filho de Acabe, Rei de Israel. Reinou por 8 anos. Casou com [[Atália]], filha de Acabe, Rei de de Israel.
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* '''[[Acazias]]''', filho de Jeorão, neto de [[Jeosafá]], se tornou Rei de Judá no 11.º ano de Jeorão, filho de Acabe. Reinou por 1 ano. Foi golpeado por [[Jeú]], acabou por morrer em [[Megido]]. Arqueologia: Estela de Tell-Dã.
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=== Após a execução da Casa de Acabe ===
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* '''[[Atália]]''' se tornou regente do Reino de Judá no 1.º ano de [[Jeú]] e governou por 6 anos. Foi executada.
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* '''[[Jeú]]''', se tornou Rei de Israel, sucedendo à Dinastia de Onri. Reinou por 28 anos. Se tornou rei tributário no 18.º ano de '''[[Salmanasar III]]'''. Jeú teve de lutar contra [[Ben-Hadade II]], Rei da Síria, e seu sucessor, '''[[Hazael]]'''. A Dinastia de Jeú dura 48 anos. Arqueologia: Obelisco de Salmanasar III (Museu Britânico).
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* '''[[Jeoás]]''', filho de Acazias, se tornou Rei de Judá no 7.º ano de Jeú. Reinou por 40 anos.
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* No seu 23.º ano, '''[[Jeoacaz]]''', filho de Jeú, se tornou Rei de Israel. Reinou por 17 anos. Hazael, Rei da Síria, impôs-lhe uma redução substancial do exército.
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* No seu 37.º ano, '''[[Jeoás]]''', filho de Jeoacaz, Rei de Israel, se tornou rei. Reinou por 16 anos. Derrotou por 3 vezes Hazael, Rei da Síria.
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* '''[[Amazias]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Judá no 2.º ano de [[Jeoás]], filho de Jeoacaz, Rei de Israel. Foi capturado por Jeoás, Rei de Israel, na Batalha de Bete-Semes da tribo de Judá.
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* No seu 15.º ano, '''[[Jeroboão II]]''', filho de Jeoás, se tornou Rei de Israel. Reinou por 41 anos. Restaurou ao país todo o território desde da terra de [[Hamate]] até ao [[Mar Morto]]. (II Reis 14:25)
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* '''[[Azarias]]''' (também chamado de '''Uzias'''), filho de [[Amazias]], se tornou Rei de Judá no 27.º ano de [[Jeroboão II]]. Reinou por 52 anos.
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* No seu 38.º ano, '''[[Zacarias]]''', filho de Jeroboão II, se tornou Rei de Israel. Reinou 6 meses. Foi executado por [[Salum]]. Fim da Dinastia de Jeú. Salum se tornou Rei de Israel e reinou apenas 1 mês lunar (30 dias). Foi executado por [[Menaém]].
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* No seu 39.º ano, '''[[Menaém]]''' executa [[Salum]] e se tornou Rei de Israel. Reinou por 10 anos. No seu reinado, Menaém passou a ser tributário de '''[[Tiglate-Pileser III]]''', Rei da Assíria. Nesa ocasião, ele é chamado de "Pul" ou Pulu.
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* No seu 50.º ano, '''[[Pecaías]]''', filho de Menaém, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
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* No seu 52.º ano, '''[[Peca]]''' executa o Rei Pecaías e se tornou Rei de Israel. Reinou por 20 anos.
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* '''[[Jotão]]''', filho de Azarias (Uzias), se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Foi co-regente com seu pai, nos últimos anos do seu reinado.
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* '''[[Acaz]]''', filho de Jotão, se tornou Rei de Judá no 17.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Sob pressão da guerra sírio-israelita, Acabe se tornou rei tributário de Tiglate-Pileser III. O Rei da Assíria conquista [[Damasco]] e executa [[Rezim]], Rei da Síria. Em seguida, invade o reino de Peca, reduzindo o país à região montanhosa de Efraim.
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* No seu 12.º ano, '''[[Oséias]]''' executou Peca e se tornou Rei de Israel. Tiglate-Pileser III confirmou Oséias como rei. Reinou por 9 anos.
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* '''[[Ezequias]]''', filho de Acaz, se tornou Rei de Judá no 3.º ano de Oséias. Reinou por 29 anos.
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* No seu 4.º ano, '''[[Salmanaser V]]''' invade Reino de Israel e sitia Samaria por 3 anos (722 AEC a 720 AEC). Nesse tempo, '''[[Osorkon IV]]''' (na Bíblia, é chamado de "Sô") era o Rei do Egito.
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* No seu 6.º ano, '''[[Sargão II]]''' conquista Samaria. Isto terá ocorrido em [[720 AEC]].
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=== Após a conquista de Samaria ===
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* No seu 14.º ano, '''[[Senaquiribe]]''' invade Reino de Judá. Conquista de [[Laquis]]. Jerusalém é sitiada, mas não chega a conquista-la. Nesse tempo, [[Taraka]] (na Bíblia, chamado de "Tiraca") era o Rei do Egito. Recebe a visita de emissários de Madruk-apal-iddina II (na Bíblia, chamado de '''[[Medroaque-Baladã]]''' ou '''Madruque-Baladã'''), que se tornara Rei de Babilónia.
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Arqueologia: relevos de Laquis (Museu Britânico), Prisma de Senaqueribe (Instituto Oriental da Universidade de Cicago), Inscrição de Siloé (Museu Arqueológico de Istambul), [[Túnel de Siloé]]. Fontes escritas: textos históricos assírios (Anais de Tiglat-Pileser III e Sargão II), as óstracas da Samaria e de Láquish e alguns livros bíblicos (Reis I e II; Crónicas, I e II; Amós, Oseias e Isaías). A par destas, os testemunhos arqueológicos provenientes das escavações de tells. Sargão II conquistou [[Asdode]]. Assassinato de Senaqueribe por seus próprios filhos (2 Reis 19:37), como registado nos anais de seu filho Esar-Hadom. Em [[612 AEC]], [[Nínive]] foi conquistada conforme predição dos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registado no Tablete de Nabopolazar.
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* '''[[Manassés]]''', filho do Rei Ezequias, reinou por 55 anos. Foi levado como prisioneiro para Babilónia. (II Crónicas 33:11) Se tornou rei tributário de '''[[Esar-Hadom]]''' (ou Assardão), Rei da Assíria.
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* '''[[Amon]]''', filho do Rei Manassés, reinou por 2 anos.
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* '''[[Josias]]''', filho do Rei Amon, reinou por 31 anos.
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* No seu 12.º ano, início a reforma religiosa no Reino de Judá.
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* No seu 18.º ano, achou-se "o livro da Lei de Moisés". Realiza-se uma celebração ímpar da [[Páscoa]].
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* Morre ao tentar deter o exército de '''[[Neco II]]''', na [[Batalha de Megido]], em [[609 AEC]]. A conquista definitiva de [[Harã]] e a derrota '''[[Assuruballit II]]''' pelos babilónicos, marcou o fim definitivo do Império Assírio.
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=== Últimos Reis de Judá ===
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* '''[[Jeoacaz]]''', filho de Josias, reinou por 3 meses (609 AEC). Foi chamado a [[Ribla]] e deposto por Neco II. É levado prisioneiro para o Egito. Em seu lugar, Neco nomeia Jeoaquim, filho de Josias, como Rei de Judá.
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* '''[[Jeoaquim]]''' (ou '''Jeoiaquim''', também chamado de Eliaquim), filho de Josias, reinou por 11 anos. (608 a 598 AEC) Se tornou rei tributário de Neco II. Após a [[Batalha de Carquermis]], em [[605 AEC]], Nabopolazar morreu. Nabucodonosor, seu filho, é aclamado Rei de Babilónia. O seu 1.º ano de reinado foi o 4.º ano de reinado de Jeoaquim. O Rei de Judá se torna rei tributário de '''[[Nabucodonosor II]]''' (isto é, Judá passou a "servir o Rei de Babilónia"). Ao fim de dois anos, Jeoaquim se rebelou e procura o auxílio do Egito.
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* '''[[Joaquim]]''' (também chamado de '''[[Jeconias]]'''), filho de Jeoaquim, reinou por 3 meses e 10 dias. No 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[598 AEC]], Jerusalém é sitiada e Joaquim se rende. Ocorre a primeira deportação.
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* '''[[Zedequias]]''' (Matanias), filho de Josias, reinou por 11 anos. (587 a 587 AEC) Jerusalém foi conquistada no 19.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em [[587 AEC]]). Nesse tempo, '''[[Apriés]]''' era o Rei do Egito. (Jeremias 44:30; 37:5-11) Seus habitantes são deportados em massa para Babilónia. A cidade e seu Templo são destruídos. Após o assassínio do governador [[Gedalias]], o restante dos judeus foge para o Egito e a terra de Judá fica sem habitantes. Nesse tempo, '''[[Baalins]]''' era o Rei de [[Amon]].
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* Jeremias 39:3 nomeia os príncipes de Nabucodonosor presentes no sítio final de Jerusalém. Veja [[Neriglissar]] e [[Tabuleta de Nebo-Sarsequim|Nebo-Sarsequim]].
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* A destruição de Jerusalém ocorreu quando [[Apriés]] (na Bíblia, chamado [[Hofra]]) era Rei do Egito. Segundo a cronologia egípcia, Apriés começou a reinar em [[589 AEC]].
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* VAT 4956 (Museu Britânico) fixa astronomicamente o 37.º ano de Nabucodonosor em [[568 AEC]]. Estabelece [[605 AEC]] como seu ano de ascensão. Menciona uma batalha travada por Nabucodonosor II contra [[Amasis II]]. Segundo a cronologia egípcia, este Faraó começou a reinar em [[570 AEC]].
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== Veja também ==
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* [[Era Cristã]] ou Nossa Era Comum (EC)
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* [[Arqueologia bíblica]]
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* [[Bíblia]]
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* [[Calendário Hebraico]]
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* [[Cronologia bíblica Novo Testamento]]
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* [[Cronologia bíblica Antigo Testamento]]
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* [[Cronologia das Testemunhas de Jeová]] - seus aspetos singulares
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== Ligações Externas ==
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* [http://jcab.no.sapo.pt/calendario.htm Calendário Hebraico]
  +
* [http://www.ifcs.ufrj.br/~frazao/cronologia.htm Cronologia do Mundo Bíblico], pela Prof. Dra. Andreia Cristina Lopes Frazão da Silva, (rev.)
  +
* [http://www.cronologiabiblica.hpg.ig.com.br/livro/Indice.html Cronologia Bíblica Livro On-Line], Indaléssio Costa Rodrigues, Indaléssio Books 2007, (rev.)

Edição das 15h45min de 29 de outubro de 2010

A fixação temporal dos fatos mencionados no texto bíblico é dificulta A fixação temporal dos fatos mencionados no texto bíblico é dificultado porque a Cronologia Bíblica se baseia em datas relativas. Embora alguns pontos podem ainda estar longe de consenso, e em outros, haver divergências de entendimento, nós podemos construir um quadro histórico seguro - de acordo com o conhecimento atualmente disponível. Para isso os historiadores, recorrem a fontes extra bíblicas para fazer datações absolutas. São estas que nos permitem datar, por exemplo, em que ano ocorreu a Batalha de Carquemis, quando Salomão ascendeu ao trono, a conquista de Babilónia por Ciro II, a destruição do Templo de Jerusalém, ou mesmo, o Êxodo do Egito.

"A tarefa do historiador moderno é confrontar esses dados da Bíblia com os fatos da História Geral." - citação de "Introdução ao Pentateuco" da Bíblia de Jerusalém, Ed. Paulus, pág. 27. Grande parte do Antigo Testamento é escrito em forma de História por profetas historiadores, e demonstra a intenção evidente do seus autores - historiadores religiosos - de escrever História propriamente dita.

Os historiadores tiveram de achar uma data-chave, e a partir dela, já é possível datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia e procurar sincronizá-los com as cronologias dos povos contemporâneos (egípcios, assírios, babilónicos, persas, gregos, selêucidas, romanos). As datas-chaves são determinadas com a ajuda dos registos feitos em tabuinhas astronómicas, bem como aos métodos de datação rádiocarbono.

Diferentes conceitos na datação

Apesar de se trabalhar com o texto bíblico e de considerar como as diversas traduções bíblicas vertem o texto, o historiador / investigador precisa estudar e basear suas conclusões em documentos históricos credíveis. Têm o dever de ser o mais isento e o mais objetivo que lhe for possível. Havendo divergências no entendimento, deverá indicar quais os argumentos contrários. Algumas datas devem ser consideradas como meras indicações até que aja mais sólidas evidências.

Números ordinais e cardinais

Há uma diferença entre números cardinais e números ordinais. Isto deve ser tomado em conta quando calculamos períodos bíblicos em harmonia com métodos de datação modernos. Por exemplo, o livro bíblico de Jeremias 52:31 fala de "o 37.º ano do exílio de Jeoaquim". O termo 37.º ano é um número ordinal. Representa 36 anos completos mais alguns dias, semanas, ou meses. A Bíblia usa o calendário lunar. Cada ano lunar é 360 dias, cada mês é 30 dias. Existe também alguns casos em que os anos dos reinados são arredondados.

Ano de reinado e ano de ascensão

A contagem da duração dos reinados deverá ter em consideração, se o escritor usa o sistema de "ano de Ascensão" ou de "não-Ascensão". Por vezes, isso não fica bem claro no texto bíblico. Além disso, parece existir em determinado momento histórico uma contagem dupla. Portanto, tenha isto sempre em atenção quando se diz: Fulano "se tornou rei".

Por exemplo, o príncipe herdeiro Nabucodonosor se tornou rei no ano de 605 AEC, com a morte de seu pai, o Rei Nabopolassar. Se o cronista aplicar o sistema de "ano de não-Ascensão", o seu primeiro de reinado é contado desde 605/604 AEC. Se o cronista aplicar o sistema "ano de Ascensão", o seu primeiro de reinado seria entre os anos de 604/603 AEC.

Em II Reis 25:8 e Jeremias 52:12, menciona-nos que Jerusalém foi destruída no 19.º ano de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Judá (ano de não-Ascensão). Já em Jeremias 52:28-30 diz que foi no seu 18.º ano, sob o ponto de vista de Babilónia (ano de Ascensão). Em 2 Reis 24:12, a deportação de Joaquim, Rei de Judá, ocorreu no 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II (não-Ascensão), sob o ponto de vista de Judá. Em Jeremias 52:28-30, a deportação do Rei Joaquim ocorreu no 7.º ano de reinado (ano Ascensão), de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Babilónia (ano Ascensão).

Anos de co-regências

Deve ter em atenção que existe casos citados na Bíblia de co-regências. Cita-se os seguintes exemplos:

  • Jotão, filho de Azarias (Uzias), que governou durante o Reino de Judá, após seu pai ser se tornado leproso. (II Reis 15:5)
  • Atália, filha do Rei Acabe e de Jezabel, que governou por 6 anos o Reino de Judá, após a execução de Acazias, seu filho. Findou quando Jeoás, legítimo herdeiro ao trono de Judá, com 7 anos se tornou Rei.
  • Belsazar, filho de Nabonido, foi em Rei de Babilónia. Era o segundo governante do Império Babilónico. (Daniel 5:1, 29)
  • Dario, o Medo, com Ciro II, após a conquista de Babilónia. (Daniel 9:1)

Era Cristã e antes da Era Cristã

Sobre o uso das siglas a.C. / AEC e d.C. / EC, veja a explicação dada no artigo Era Cristã ou Era Comum. Veja ainda Anno Domini, "Ano do Senhor".

Duração dos Reinados

Sobre este ponto, temos alguns exemplos de que a duração de alguns reinados mencionados na Bíblia nem sempre são anos completos. Outro fator, a considerar é que o nosso Calendário gregoriano é solar, e o Calendário judaico é lunar. Note os seguintes exemplos:

David reinou primeiramente sobre Judá a partir de Herbon, por 7 anos e 6 meses. Após isso, se tornou rei sobre as 12 tribos de Israel, reinando a partir de Jerusalém, por 33 anos. Sabemos que duração total do seu reinado foi de 40 anos. Zacarias, filho de Jeroboão II, Rei de Israel Setentrional, reinou por 6 meses. Joaquim, filho de Jeoaquim, apenas reinou 3 meses e 10 dias.

Datação e sincronismos

O período histórico descrito nos livros bíblicos dos I e II Reis, I e II Crónicas (também chamados de Paralipómenos), Esdras e Neemias, é narrado pelos seus autores à maneira de crónicas históricas. As Crónicas dos Reis, frequentemente citadas e transcritas ao pé da letra, foram redigidas pelos cronistas (em hebr. mazkirim) do reino. A exatidão histórica dos relatos bíblicos é assim determinada por intermédio da ajuda dos documentos contemporâneos dos povos vizinhos.

A Cronologia do Egito foi estabelecida baseada num conjunto de evidências diferentes. Na evidência detalhada da Cronologia Neo-babilónica, é suficiente a notar que esta evidência consiste em muitas estelas de túmulos, dos testemunhos de Heródoto e de Maneto, e de vários papiros, incluindo alguns detalhes astronómicos (como o Papiro Demótico, Berlim 13588). A Cronologia Egípcia está solidamente fundamentada, e até mesmo mais, é completamente independente da Cronologia Neo-babilónica. Na realidade, ambas cronologias se complementam.

As referências abaixo são uma lista de acontecimentos históricos documentados importantes para podermos contextualizar historicamente os acontecimentos narrados na Bíblia, apesar de existirem eventuais divergências ou dificuldades na sua datação absoluta.

Esquema cronológico e sincronismos

Na Monarquia Unida

Saul

  • Saul, de Gibeá, tribo de Benjamim, escolhido como primeiro Rei de Antigo Israel. Reinou por 40 anos. Ungido pelo profeta Samuel. Saul derrota Náas, Rei de Amon, em Jabes-Gileade. O seu reinado caraterizou-se por uma quase constante guerra contra os inimigos à sua volta. Era mais um líder e chefe militar. (I Samuel 14:47-48) São conquistadas as guarnições dos filisteus de Micmás e a montanha de Betel, e Gibeá, a sul de Geba, e Geba. Impaciente, Saúl decide "oferecer ofertas" sem esperar por Samuel. (I Samuel 13:13-14) Na Batalha de Micmás, os filisteus são novamente derrotados. A guerra contra os amalequitas, Saul é considerado culpado de rebelião e desobediência, ao poupar Agague, Rei de Amaleque, e poupar o melhor do gado dos amalequitas. (I Samuel 15) Samuel lhe disse fora rejeitado como rei. (I Samuel 15:23) Morreu na Batalha do Monte Gilboa contra os filisteus. Nessa ocasião, o filisteu Aquis era Rei de Gate.

David

  • David, de Belém, tribo de Judá, sucedeu a Saul. Reinou 40 anos. Reinou em Hébron, por 7 anos e 6 meses. Joabe conquistou a fortaleza dos jebuseus, no Monte Sião. Em Jerusalém, reinou por 33 anos. Celebrou uma aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro.
  • Jerusalém, em heb. Yerûshalayim, é um nome confirmado de diferentes maneiras, pelo menos desde o século XIX AEC. De origem cananeia, significa provavelmente "cidade do (deus) Shalim". Na etimologia hebraica, "cidade da paz". Em textos egípcios dos séculos XIX e XVIII AEC, é pronunciado Urusalimum. Nas Cartas de Tell-el-Amarna do século XIV AEC, aparece como Urusalim. Em aramaico, chama-se Yerûshelem.
  • O nome Salém, Shalem, é a forma abreviada de Jerusalém. A cidade era conhecida pelo nome de Jebus, no período dos Juízes, porque os seus habitantes originais eram os jebuseus. Este nome não está confirmado fora da Bíblia.
  • No tempo de David, ficou conhecida por "cidade de David". (II Samuel 5:7) David mandou construir o Palácio Real (II Samuel 5:11) e algumas fortificações. Mandou construir uma estrutura chamada de "Milo", em hebr. millô, "encher". Talvez fosse um aterro. (II Samuel 5:9; I Crónicas 11:8)

Salomão

  • Salomão, filho de David com Bateseba. Reinou por 40 anos.
  • Aliança matrimonial com a filha de Faraó (não identificado), recebendo nessa ocasião a cidade de Gezer como presente. Renova a aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro. Possuía uma frota comercial de navios de longo curso no Golfo de Aqeba, que navegavam trianualmente até Ofir (nas costas da Africa Ocidental ou da India).
  • No seu 4.º ano, tem início a construção do Templo de Jerusalém. Sua construção durou 7 anos. Isso terá coincidido exatamente com 480.º ano após o Êxodo do Egito. (I Reis 6:1) Construção do Palácio Real, o Pórtico das Colunas, o Pórtico do Trono, a Casa do Cedro do Líbano. Por fim, mandou construir o Palácio da Filha de Faraó, a sua principal esposa. São construídas diversas cidades para seus carros de combate e são fortificadas cidades-armazém. Entre os seus grandes empreendimentos foi a construção de Tadmor no deserto da Síria, servindo de entreposto comercial e posto avançado militar.
  • Após conclusão dos projetos de construção, exatamente 20 anos após o início da construção do Templo, terá ocorrido a visita da Rainha de Sabá (no Iémen meridional).
  • Durante grande parte do seu reinado, a Palestina gozou de paz e grande prosperidade. Foi assinalado por uma notável atividade inteletual.
  • Nos últimos anos do seu reinado, tolera a idolatria e confirma o ecumenismo religioso, motivado pelos casamentos mistos. Samoão se tornou opressor do povo de Israel. Os seus inimigos, internos e externos, começaram a prevalecer centra ele.
  • Sheshonq I era Rei do Egito nos últimos anos do Rei Salomão e após a sua morte.

Após a Divisão do Reino

Tenha atenção que as datações relativas abaixo mencionadas, são as mencionadas nos relatos dos livros bíblicos de I e II Reis e I e II Crónicas. Sua sincronização com a cronologia dos povos vizinhos apresentam inúmeras dificuldades, pelo que deverá tomar as informações abaixo com reserva. Estas dificuldades terão de ser explicadas e documentadas em artigo específico.

  • Roboão, filho de Salomão, se tornou Rei de Judá. Reinou por 17 anos. Jeroboão I se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos.
  • No seu 5.º ano, Sheshonq I (na Bíblia, chamado de Sisaque) invade a Palestina. Arqueologia: muros do Templo de Amom em Carnak, Tebas. Estela de Sheshonq I de Megido.
  • Abijão (também chamado de Abias), filho de Roboão, se tornou Rei de Judá no 18.º ano de Jeroboão I. Reinou por 3 anos. Continuou a guerra com Jeroboão I. (I Reis 15:3,6,7; II Crónicas 13:3-20)
  • Asa, filho de Abijão (Abias), se tornou Rei de Judá no 20.º ano de Jeroboão I. Reinou por 41 anos.
  • No seu 2.º ano, Nadabe, filho de Jeroboão I, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. É executado por Baasa. Fim da Dinastia de Jeroboão.
  • No seu 3.º ano, Baasa se tornou Rei de Israel. Reinou por 24 anos.
  • No seu 11.º ano, o etíope Zerá invade o Reino de Judá. Batalha no Vale de Zefata, em Maressa.
  • No seu 16.º ano, Ben-Hadade I, Rei da Síria, invade o norte do reino de Baasa.
  • No seu 26.º ano, Elá, filho de Baasa, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
  • No seu 27.º ano, Zinri executa o Rei Baasa. Fim da Dinastia de Baasa. Onri, chefe do exército de Israel, se tornou Rei de Israel. Sitiou Tirza e Zinri se suicida no incêndio do Palácio Real. Onri reinou por 12 anos. Mandou fundar Samaria e onde reinou os últimos 6 anos.
  • No seu 31.º ano, Onri se tornou rei único, após a morte de Tibni.
  • No seu 38.º ano, Acabe [ hebr. 'Ach'ab ], filho de Onri, se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos. Casou com Jezabel, filha de Itbaal (na Bíblia, chamado Etbaal), Rei de Sídon. No seu reinado, Jericó] foi reconstruída. (II Reis 16:34) Em Samaria, mandou construir revestir de marfim o Palácio Real. Em Jezrael, o mandou construir um palácio de veraneio. Envolveu-se em guerras contra Ben-Hadade II. Samaria chega a ser sitiada, mas não é conquistada. Derrotou os sírios na Batalha de Afeque. Coligou-se com Jeosafá, Rei de Judá, para conquistar Ramote-Gileade, morreu após no sitio. Arqueologia: Samaria, Jezrael, Jericó.
  • Jeosafá (ou Josafá), filho de Asa, se tornou Rei de Judá no 4.º ano de Acabe. Reinou por 25 anos.
  • No seu 17.º ano, Acazias, filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. Revolta de Mesa, Rei de Moabe. (II Reis 3:4,5) Juntou-se a Jeosafá de Judá expedição comercial a serem enviada a Ofir, mas os navios naufragaram no Golfo de Aqaba. (I Reis 22:48,49; II Crónicas 20:35-37) Como ele morreu sem herdeiros, o trono passou para o seu irmão Jeorão. Arqueologia: Pedra Moabita (Museu do Louvre).
  • No seu 18.º ano, Jeorão (ou Jorão), filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 12 anos. Jeorão se coliga com Judá e Edom, para derrotar Moabe. Em Quir-Haresete, Mesa sacrifica seu primogénito para esconjurar a derrota. Jeorão é ferido pelos sírios no sítio de Ramote-Gileade. Foi executado por Jeú em Jezrael.
  • Jeorão (ou Jorão), filho de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 5.º ano de Jeorão, filho de Acabe, Rei de Israel. Reinou por 8 anos. Casou com Atália, filha de Acabe, Rei de de Israel.
  • Acazias, filho de Jeorão, neto de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 11.º ano de Jeorão, filho de Acabe. Reinou por 1 ano. Foi golpeado por Jeú, acabou por morrer em Megido. Arqueologia: Estela de Tell-Dã.

Após a execução da Casa de Acabe

  • Atália se tornou regente do Reino de Judá no 1.º ano de Jeú e governou por 6 anos. Foi executada.
  • Jeú, se tornou Rei de Israel, sucedendo à Dinastia de Onri. Reinou por 28 anos. Se tornou rei tributário no 18.º ano de Salmanasar III. Jeú teve de lutar contra Ben-Hadade II, Rei da Síria, e seu sucessor, Hazael. A Dinastia de Jeú dura 48 anos. Arqueologia: Obelisco de Salmanasar III (Museu Britânico).
  • Jeoás, filho de Acazias, se tornou Rei de Judá no 7.º ano de Jeú. Reinou por 40 anos.
  • No seu 23.º ano, Jeoacaz, filho de Jeú, se tornou Rei de Israel. Reinou por 17 anos. Hazael, Rei da Síria, impôs-lhe uma redução substancial do exército.
  • No seu 37.º ano, Jeoás, filho de Jeoacaz, Rei de Israel, se tornou rei. Reinou por 16 anos. Derrotou por 3 vezes Hazael, Rei da Síria.
  • Amazias, filho de Jeoás, se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, Rei de Israel. Foi capturado por Jeoás, Rei de Israel, na Batalha de Bete-Semes da tribo de Judá.
  • No seu 15.º ano, Jeroboão II, filho de Jeoás, se tornou Rei de Israel. Reinou por 41 anos. Restaurou ao país todo o território desde da terra de Hamate até ao Mar Morto. (II Reis 14:25)
  • Azarias (também chamado de Uzias), filho de Amazias, se tornou Rei de Judá no 27.º ano de Jeroboão II. Reinou por 52 anos.
  • No seu 38.º ano, Zacarias, filho de Jeroboão II, se tornou Rei de Israel. Reinou 6 meses. Foi executado por Salum. Fim da Dinastia de Jeú. Salum se tornou Rei de Israel e reinou apenas 1 mês lunar (30 dias). Foi executado por Menaém.
  • No seu 39.º ano, Menaém executa Salum e se tornou Rei de Israel. Reinou por 10 anos. No seu reinado, Menaém passou a ser tributário de Tiglate-Pileser III, Rei da Assíria. Nesa ocasião, ele é chamado de "Pul" ou Pulu.
  • No seu 50.º ano, Pecaías, filho de Menaém, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
  • No seu 52.º ano, Peca executa o Rei Pecaías e se tornou Rei de Israel. Reinou por 20 anos.
  • Jotão, filho de Azarias (Uzias), se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Foi co-regente com seu pai, nos últimos anos do seu reinado.
  • Acaz, filho de Jotão, se tornou Rei de Judá no 17.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Sob pressão da guerra sírio-israelita, Acabe se tornou rei tributário de Tiglate-Pileser III. O Rei da Assíria conquista Damasco e executa Rezim, Rei da Síria. Em seguida, invade o reino de Peca, reduzindo o país à região montanhosa de Efraim.
  • No seu 12.º ano, Oséias executou Peca e se tornou Rei de Israel. Tiglate-Pileser III confirmou Oséias como rei. Reinou por 9 anos.
  • Ezequias, filho de Acaz, se tornou Rei de Judá no 3.º ano de Oséias. Reinou por 29 anos.
  • No seu 4.º ano, Salmanaser V invade Reino de Israel e sitia Samaria por 3 anos (722 AEC a 720 AEC). Nesse tempo, Osorkon IV (na Bíblia, é chamado de "Sô") era o Rei do Egito.
  • No seu 6.º ano, Sargão II conquista Samaria. Isto terá ocorrido em 720 AEC.

Após a conquista de Samaria

  • No seu 14.º ano, Senaquiribe invade Reino de Judá. Conquista de Laquis. Jerusalém é sitiada, mas não chega a conquista-la. Nesse tempo, Taraka (na Bíblia, chamado de "Tiraca") era o Rei do Egito. Recebe a visita de emissários de Madruk-apal-iddina II (na Bíblia, chamado de Medroaque-Baladã ou Madruque-Baladã), que se tornara Rei de Babilónia.

Arqueologia: relevos de Laquis (Museu Britânico), Prisma de Senaqueribe (Instituto Oriental da Universidade de Cicago), Inscrição de Siloé (Museu Arqueológico de Istambul), Túnel de Siloé. Fontes escritas: textos históricos assírios (Anais de Tiglat-Pileser III e Sargão II), as óstracas da Samaria e de Láquish e alguns livros bíblicos (Reis I e II; Crónicas, I e II; Amós, Oseias e Isaías). A par destas, os testemunhos arqueológicos provenientes das escavações de tells. Sargão II conquistou Asdode. Assassinato de Senaqueribe por seus próprios filhos (2 Reis 19:37), como registado nos anais de seu filho Esar-Hadom. Em 612 AEC, Nínive foi conquistada conforme predição dos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registado no Tablete de Nabopolazar.

  • Manassés, filho do Rei Ezequias, reinou por 55 anos. Foi levado como prisioneiro para Babilónia. (II Crónicas 33:11) Se tornou rei tributário de Esar-Hadom (ou Assardão), Rei da Assíria.
  • Amon, filho do Rei Manassés, reinou por 2 anos.
  • Josias, filho do Rei Amon, reinou por 31 anos.
  • No seu 12.º ano, início a reforma religiosa no Reino de Judá.
  • No seu 18.º ano, achou-se "o livro da Lei de Moisés". Realiza-se uma celebração ímpar da Páscoa.
  • Morre ao tentar deter o exército de Neco II, na Batalha de Megido, em 609 AEC. A conquista definitiva de Harã e a derrota Assuruballit II pelos babilónicos, marcou o fim definitivo do Império Assírio.

Últimos Reis de Judá

  • Jeoacaz, filho de Josias, reinou por 3 meses (609 AEC). Foi chamado a Ribla e deposto por Neco II. É levado prisioneiro para o Egito. Em seu lugar, Neco nomeia Jeoaquim, filho de Josias, como Rei de Judá.
  • Jeoaquim (ou Jeoiaquim, também chamado de Eliaquim), filho de Josias, reinou por 11 anos. (608 a 598 AEC) Se tornou rei tributário de Neco II. Após a Batalha de Carquermis, em 605 AEC, Nabopolazar morreu. Nabucodonosor, seu filho, é aclamado Rei de Babilónia. O seu 1.º ano de reinado foi o 4.º ano de reinado de Jeoaquim. O Rei de Judá se torna rei tributário de Nabucodonosor II (isto é, Judá passou a "servir o Rei de Babilónia"). Ao fim de dois anos, Jeoaquim se rebelou e procura o auxílio do Egito.
  • Joaquim (também chamado de Jeconias), filho de Jeoaquim, reinou por 3 meses e 10 dias. No 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em 598 AEC, Jerusalém é sitiada e Joaquim se rende. Ocorre a primeira deportação.
  • Zedequias (Matanias), filho de Josias, reinou por 11 anos. (587 a 587 AEC) Jerusalém foi conquistada no 19.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em 587 AEC). Nesse tempo, Apriés era o Rei do Egito. (Jeremias 44:30; 37:5-11) Seus habitantes são deportados em massa para Babilónia. A cidade e seu Templo são destruídos. Após o assassínio do governador Gedalias, o restante dos judeus foge para o Egito e a terra de Judá fica sem habitantes. Nesse tempo, Baalins era o Rei de Amon.
  • Jeremias 39:3 nomeia os príncipes de Nabucodonosor presentes no sítio final de Jerusalém. Veja Neriglissar e Nebo-Sarsequim.
  • A destruição de Jerusalém ocorreu quando Apriés (na Bíblia, chamado Hofra) era Rei do Egito. Segundo a cronologia egípcia, Apriés começou a reinar em 589 AEC.
  • VAT 4956 (Museu Britânico) fixa astronomicamente o 37.º ano de Nabucodonosor em 568 AEC. Estabelece 605 AEC como seu ano de ascensão. Menciona uma batalha travada por Nabucodonosor II contra Amasis II. Segundo a cronologia egípcia, este Faraó começou a reinar em 570 AEC.

Veja também

  • Era Cristã ou Nossa Era Comum (EC)
  • Arqueologia bíblica
  • Bíblia
  • Calendário Hebraico
  • Cronologia bíblica Novo Testamento
  • Cronologia bíblica Antigo Testamento
  • Cronologia das Testemunhas de Jeová - seus aspetos singulares

Ligações Externas

A fixação temporal dos fatos mencionados no texto bíblico é dificultado porque a Cronologia Bíblica se baseia em datas relativas. Embora alguns pontos podem ainda estar longe de consenso, e em outros, haver divergências de entendimento, nós podemos construir um quadro histórico seguro - de acordo com o conhecimento atualmente disponível. Para isso os historiadores, recorrem a fontes extra bíblicas para fazer datações absolutas. São estas que nos permitem datar, por exemplo, em que ano ocorreu a Batalha de Carquemis, quando Salomão ascendeu ao trono, a conquista de Babilónia por Ciro II, a destruição do Templo de Jerusalém, ou mesmo, o Êxodo do Egito.

"A tarefa do historiador moderno é confrontar esses dados da Bíblia com os fatos da História Geral." - citação de "Introdução ao Pentateuco" da Bíblia de Jerusalém, Ed. Paulus, pág. 27. Grande parte do Antigo Testamento é escrito em forma de História por profetas historiadores, e demonstra a intenção evidente do seus autores - historiadores religiosos - de escrever História propriamente dita.

Os historiadores tiveram de achar uma data-chave, e a partir dela, já é possível datar e ordenar temporalmente a sucessão dos eventos relatados na Bíblia e procurar sincronizá-los com as cronologias dos povos contemporâneos (egípcios, assírios, babilónicos, persas, gregos, selêucidas, romanos). As datas-chaves são determinadas com a ajuda dos registos feitos em tabuinhas astronómicas, bem como aos métodos de datação rádiocarbono.

Diferentes conceitos na datação

Apesar de se trabalhar com o texto bíblico e de considerar como as diversas traduções bíblicas vertem o texto, o historiador / investigador precisa estudar e basear suas conclusões em documentos históricos credíveis. Têm o dever de ser o mais isento e o mais objetivo que lhe for possível. Havendo divergências no entendimento, deverá indicar quais os argumentos contrários. Algumas datas devem ser consideradas como meras indicações até que aja mais sólidas evidências.

Números ordinais e cardinais

Há uma diferença entre números cardinais e números ordinais. Isto deve ser tomado em conta quando calculamos períodos bíblicos em harmonia com métodos de datação modernos. Por exemplo, o livro bíblico de Jeremias 52:31 fala de "o 37.º ano do exílio de Jeoaquim". O termo 37.º ano é um número ordinal. Representa 36 anos completos mais alguns dias, semanas, ou meses. Estamos lidando com um calendário lunar. Cada ano lunar são 360 dias, cada mês são 30 dias. Existe também alguns casos em que os anos dos reinados são arredondados.

Ano de reinado e ano de ascensão

A contagem da duração dos reinados deverá ter em consideração, se o escritor usa o sistema de "ano de Ascensão" ou de "não-Ascensão". Por vezes, isso não fica bem claro no texto bíblico. Além disso, parece existir em determinado momento histórico uma contagem dupla. Portanto, tenha isto sempre em atenção quando se diz: Fulano "se tornou rei".

Por exemplo, o príncipe herdeiro Nabucodonosor se tornou rei no ano de 605 AEC, com a morte de seu pai, o Rei Nabopolassar. Se o cronista aplicar o sistema de "ano de não-Ascensão", o seu primeiro de reinado é contado desde 605/604 AEC. Se o cronista aplicar o sistema "ano de Ascensão", o seu primeiro de reinado seria entre os anos de 604/603 AEC.

Em II Reis 25:8 e Jeremias 52:12, menciona-nos que Jerusalém foi destruída no 19.º ano de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Judá (ano de não-Ascensão). Já em Jeremias 52:28-30 diz que foi no seu 18.º ano, sob o ponto de vista de Babilónia (ano de Ascensão). Em 2 Reis 24:12, a deportação de Joaquim, Rei de Judá, ocorreu no 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II (não-Ascensão), sob o ponto de vista de Judá. Em Jeremias 52:28-30, a deportação do Rei Joaquim ocorreu no 7.º ano de reinado (ano Ascensão), de Nabucodonosor II, sob o ponto de vista de Babilónia (ano Ascensão).

Anos de co-regências

Deve ter em atenção que existe casos citados na Bíblia de co-regências. Cita-se os seguintes exemplos:

  • Jotão, filho de Azarias (Uzias), que governou durante o Reino de Judá, após seu pai ser se tornado leproso. (II Reis 15:5)
  • Atália, filha do Rei Acabe e de Jezabel, que governou por 6 anos o Reino de Judá, após a execução de Acazias, seu filho. Findou quando Jeoás, legítimo herdeiro ao trono de Judá, com 7 anos se tornou Rei.
  • Belsazar, filho de Nabonido, foi em Rei de Babilónia. Era o segundo governante do Império Babilónico. (Daniel 5:1, 29)
  • Dario, o Medo, com Ciro II, após a conquista de Babilónia. (Daniel 9:1)

Era Cristã e antes da Era Cristã

Sobre o uso das siglas a.C. / AEC e d.C. / EC, veja a explicação dada no artigo Era Cristã ou Era Comum. Veja ainda Anno Domini, "Ano do Senhor".

Duração dos Reinados

Sobre este ponto, temos alguns exemplos de que a duração de alguns reinados mencionados na Bíblia nem sempre são anos completos. Outro fator, a considerar é que o nosso Calendário gregoriano é solar, e o Calendário judaico é lunar. Note os seguintes exemplos:

David reinou primeiramente sobre Judá a partir de Herbon, por 7 anos e 6 meses. Após isso, se tornou rei sobre as 12 tribos de Israel, reinando a partir de Jerusalém, por 33 anos. Sabemos que duração total do seu reinado foi de 40 anos. Zacarias, filho de Jeroboão II, Rei de Israel Setentrional, reinou por 6 meses. Joaquim, filho de Jeoaquim, apenas reinou 3 meses e 10 dias.

Datação e sincronismos

O período histórico descrito nos livros bíblicos dos I e II Reis, I e II Crónicas (também chamados de Paralipómenos), Esdras e Neemias, é narrado pelos seus autores à maneira de crónicas históricas. As Crónicas dos Reis, frequentemente citadas e transcritas ao pé da letra, foram redigidas pelos cronistas (em hebr. mazkirim) do reino. A exatidão histórica dos relatos bíblicos é assim determinada por intermédio da ajuda dos documentos contemporâneos dos povos vizinhos.

A Cronologia do Egito foi estabelecida baseada num conjunto de evidências diferentes. Na evidência detalhada da Cronologia Neo-babilónica, é suficiente a notar que esta evidência consiste em muitas estelas de túmulos, dos testemunhos de Heródoto e de Maneto, e de vários papiros, incluindo alguns detalhes astronómicos (como o Papiro Demótico, Berlim 13588). A Cronologia Egípcia está solidamente fundamentada, e até mesmo mais, é completamente independente da Cronologia Neo-babilónica. Na realidade, ambas cronologias se complementam.

As referências abaixo são uma lista de acontecimentos históricos documentados importantes para podermos contextualizar historicamente os acontecimentos narrados na Bíblia, apesar de existirem eventuais divergências ou dificuldades na sua datação absoluta.

Esquema cronológico e sincronismos

Monarquia Unida

Saul

  • Saul, de Gibeá, tribo de Benjamim, escolhido como primeiro Rei de Antigo Israel. Reinou por 40 anos. Ungido pelo profeta Samuel. Saul derrota Náas, Rei de Amon, em Jabes-Gileade. O seu reinado caraterizou-se por uma quase constante guerra contra os inimigos à sua volta. Era mais um líder e chefe militar. (I Samuel 14:47-48) São conquistadas as guarnições dos filisteus de Micmás e a montanha de Betel, e Gibeá, a sul de Geba, e Geba. Impaciente, Saúl decide "oferecer ofertas" sem esperar por Samuel. (I Samuel 13:13-14) Na Batalha de Micmás, os filisteus são novamente derrotados. A guerra contra os amalequitas, Saul é considerado culpado de rebelião e desobediência, ao poupar Agague, Rei de Amaleque, e poupar o melhor do gado dos amalequitas. (I Samuel 15) Samuel lhe disse fora rejeitado como rei. (I Samuel 15:23) Morreu na Batalha do Monte Gilboa contra os filisteus. Nessa ocasião, o filisteu Aquis era Rei de Gate.

David

  • David, de Belém, tribo de Judá, sucedeu a Saul. Reinou 40 anos. Reinou em Hébron, por 7 anos e 6 meses. Joabe conquistou a fortaleza dos jebuseus, no Monte Sião. Em Jerusalém, reinou por 33 anos. Celebrou uma aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro.
  • Jerusalém, em heb. Yerûshalayim, é um nome confirmado de diferentes maneiras, pelo menos desde o século XIX AEC. De origem cananeia, significa provavelmente "cidade do (deus) Shalim". Na etimologia hebraica, "cidade da paz". Em textos egípcios dos séculos XIX e XVIII AEC, é pronunciado Urusalimum. Nas Cartas de Tell-el-Amarna do século XIV AEC, aparece como Urusalim. Em aramaico, chama-se Yerûshelem.
  • O nome Salém, Shalem, é a forma abreviada de Jerusalém. A cidade era conhecida pelo nome de Jebus, no período dos Juízes, porque os seus habitantes originais eram os jebuseus. Este nome não está confirmado fora da Bíblia.
  • No tempo de David, ficou conhecida por "cidade de David". (II Samuel 5:7) David mandou construir o Palácio Real (II Samuel 5:11) e algumas fortificações. Mandou construir uma estrutura chamada de "Milo", em hebr. millô, "encher". Talvez fosse um aterro. (II Samuel 5:9; I Crónicas 11:8)

Salomão

  • Salomão, filho de David com Bateseba. Reinou por 40 anos.
  • Aliança matrimonial com a filha de Faraó (não identificado), recebendo nessa ocasião a cidade de Gezer como presente. Renova a aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro. Possuía uma frota comercial de navios de longo curso no Golfo de Aqeba, que navegavam trianualmente até Ofir (nas costas da Africa Ocidental ou da India).
  • No seu 4.º ano, tem início a construção do Templo de Jerusalém. Sua construção durou 7 anos. Isso terá coincidido exatamente com 480.º ano após o Êxodo do Egito. (I Reis 6:1) Construção do Palácio Real, o Pórtico das Colunas, o Pórtico do Trono, a Casa do Cedro do Líbano. Por fim, mandou construir o Palácio da Filha de Faraó, a sua principal esposa. São construídas diversas cidades para seus carros de combate e são fortificadas cidades-armazém. Entre os seus grandes empreendimentos foi a construção de Tadmor no deserto da Síria, servindo de entreposto comercial e posto avançado militar.
  • Após conclusão dos projetos de construção, exatamente 20 anos após o início da construção do Templo, terá ocorrido a visita da Rainha de Sabá (no Iémen meridional).
  • Durante grande parte do seu reinado, a Palestina gozou de paz e grande prosperidade. Foi assinalado por uma notável atividade inteletual.
  • Nos últimos anos do seu reinado, tolera a idolatria e confirma o ecumenismo religioso, motivado pelos casamentos mistos. Samoão se tornou opressor do povo de Israel. Os seus inimigos, internos e externos, começaram a prevalecer centra ele.
  • Sheshonq I era Rei do Egito nos últimos anos do Rei Salomão e após a sua morte.

Após a Divisão do Reino

Tenha atenção que as datações relativas abaixo mencionadas, são as mencionadas nos relatos dos livros bíblicos de I e II Reis e I e II Crónicas. Sua sincronização com a cronologia dos povos vizinhos apresentam inúmeras dificuldades, pelo que deverá tomar as informações abaixo com reserva. Estas dificuldades terão de ser explicadas e documentadas em artigo específico.

  • Roboão, filho de Salomão, se tornou Rei de Judá. Reinou por 17 anos. Jeroboão I se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos.
  • No seu 5.º ano, Sheshonq I (na Bíblia, chamado de Sisaque) invade a Palestina. Arqueologia: muros do Templo de Amom em Carnak, Tebas. Estela de Sheshonq I de Megido.
  • Abijão (também chamado de Abias), filho de Roboão, se tornou Rei de Judá no 18.º ano de Jeroboão I. Reinou por 3 anos. Continuou a guerra com Jeroboão I. (I Reis 15:3,6,7; II Crónicas 13:3-20)
  • Asa, filho de Abijão (Abias), se tornou Rei de Judá no 20.º ano de Jeroboão I. Reinou por 41 anos.
  • No seu 2.º ano, Nadabe, filho de Jeroboão I, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. É executado por Baasa. Fim da Dinastia de Jeroboão.
  • No seu 3.º ano, Baasa se tornou Rei de Israel. Reinou por 24 anos.
  • No seu 11.º ano, o etíope Zerá invade o Reino de Judá. Batalha no Vale de Zefata, em Maressa.
  • No seu 16.º ano, Ben-Hadade I, Rei da Síria, invade o norte do reino de Baasa.
  • No seu 26.º ano, Elá, filho de Baasa, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
  • No seu 27.º ano, Zinri executa o Rei Baasa. Fim da Dinastia de Baasa. Onri, chefe do exército de Israel, se tornou Rei de Israel. Sitiou Tirza e Zinri se suicida no incêndio do Palácio Real. Onri reinou por 12 anos. Mandou fundar Samaria e onde reinou os últimos 6 anos.
  • No seu 31.º ano, Onri se tornou rei único, após a morte de Tibni.
  • No seu 38.º ano, Acabe [ hebr. 'Ach'ab ], filho de Onri, se tornou Rei de Israel. Reinou por 22 anos. Casou com Jezabel, filha de Itbaal (na Bíblia, chamado Etbaal), Rei de Sídon. No seu reinado, Jericó] foi reconstruída. (II Reis 16:34) Em Samaria, mandou construir revestir de marfim o Palácio Real. Em Jezrael, o mandou construir um palácio de veraneio. Envolveu-se em guerras contra Ben-Hadade II. Samaria chega a ser sitiada, mas não é conquistada. Derrotou os sírios na Batalha de Afeque. Coligou-se com Jeosafá, Rei de Judá, para conquistar Ramote-Gileade, morreu após no sitio. Arqueologia: Samaria, Jezrael, Jericó.
  • Jeosafá (ou Josafá), filho de Asa, se tornou Rei de Judá no 4.º ano de Acabe. Reinou por 25 anos.
  • No seu 17.º ano, Acazias, filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos. Revolta de Mesa, Rei de Moabe. (II Reis 3:4,5) Juntou-se a Jeosafá de Judá expedição comercial a serem enviada a Ofir, mas os navios naufragaram no Golfo de Aqaba. (I Reis 22:48,49; II Crónicas 20:35-37) Como ele morreu sem herdeiros, o trono passou para o seu irmão Jeorão. Arqueologia: Pedra Moabita (Museu do Louvre).
  • No seu 18.º ano, Jeorão (ou Jorão), filho de Acabe, se tornou Rei de Israel. Reinou por 12 anos. Jeorão se coliga com Judá e Edom, para derrotar Moabe. Em Quir-Haresete, Mesa sacrifica seu primogénito para esconjurar a derrota. Jeorão é ferido pelos sírios no sítio de Ramote-Gileade. Foi executado por Jeú em Jezrael.
  • Jeorão (ou Jorão), filho de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 5.º ano de Jeorão, filho de Acabe, Rei de Israel. Reinou por 8 anos. Casou com Atália, filha de Acabe, Rei de de Israel.
  • Acazias, filho de Jeorão, neto de Jeosafá, se tornou Rei de Judá no 11.º ano de Jeorão, filho de Acabe. Reinou por 1 ano. Foi golpeado por Jeú, acabou por morrer em Megido. Arqueologia: Estela de Tell-Dã.

Após a execução da Casa de Acabe

  • Atália se tornou regente do Reino de Judá no 1.º ano de Jeú e governou por 6 anos. Foi executada.
  • Jeú, se tornou Rei de Israel, sucedendo à Dinastia de Onri. Reinou por 28 anos. Se tornou rei tributário no 18.º ano de Salmanasar III. Jeú teve de lutar contra Ben-Hadade II, Rei da Síria, e seu sucessor, Hazael. A Dinastia de Jeú dura 48 anos. Arqueologia: Obelisco de Salmanasar III (Museu Britânico).
  • Jeoás, filho de Acazias, se tornou Rei de Judá no 7.º ano de Jeú. Reinou por 40 anos.
  • No seu 23.º ano, Jeoacaz, filho de Jeú, se tornou Rei de Israel. Reinou por 17 anos. Hazael, Rei da Síria, impôs-lhe uma redução substancial do exército.
  • No seu 37.º ano, Jeoás, filho de Jeoacaz, Rei de Israel, se tornou rei. Reinou por 16 anos. Derrotou por 3 vezes Hazael, Rei da Síria.
  • Amazias, filho de Jeoás, se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, Rei de Israel. Foi capturado por Jeoás, Rei de Israel, na Batalha de Bete-Semes da tribo de Judá.
  • No seu 15.º ano, Jeroboão II, filho de Jeoás, se tornou Rei de Israel. Reinou por 41 anos. Restaurou ao país todo o território desde da terra de Hamate até ao Mar Morto. (II Reis 14:25)
  • Azarias (também chamado de Uzias), filho de Amazias, se tornou Rei de Judá no 27.º ano de Jeroboão II. Reinou por 52 anos.
  • No seu 38.º ano, Zacarias, filho de Jeroboão II, se tornou Rei de Israel. Reinou 6 meses. Foi executado por Salum. Fim da Dinastia de Jeú. Salum se tornou Rei de Israel e reinou apenas 1 mês lunar (30 dias). Foi executado por Menaém.
  • No seu 39.º ano, Menaém executa Salum e se tornou Rei de Israel. Reinou por 10 anos. No seu reinado, Menaém passou a ser tributário de Tiglate-Pileser III, Rei da Assíria. Nesa ocasião, ele é chamado de "Pul" ou Pulu.
  • No seu 50.º ano, Pecaías, filho de Menaém, se tornou Rei de Israel. Reinou por 2 anos.
  • No seu 52.º ano, Peca executa o Rei Pecaías e se tornou Rei de Israel. Reinou por 20 anos.
  • Jotão, filho de Azarias (Uzias), se tornou Rei de Judá no 2.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Foi co-regente com seu pai, nos últimos anos do seu reinado.
  • Acaz, filho de Jotão, se tornou Rei de Judá no 17.º ano de Peca. Reinou por 16 anos. Sob pressão da guerra sírio-israelita, Acabe se tornou rei tributário de Tiglate-Pileser III. O Rei da Assíria conquista Damasco e executa Rezim, Rei da Síria. Em seguida, invade o reino de Peca, reduzindo o país à região montanhosa de Efraim.
  • No seu 12.º ano, Oséias executou Peca e se tornou Rei de Israel. Tiglate-Pileser III confirmou Oséias como rei. Reinou por 9 anos.
  • Ezequias, filho de Acaz, se tornou Rei de Judá no 3.º ano de Oséias. Reinou por 29 anos.
  • No seu 4.º ano, Salmanaser V invade Reino de Israel e sitia Samaria por 3 anos (722 AEC a 720 AEC). Nesse tempo, Osorkon IV (na Bíblia, é chamado de "Sô") era o Rei do Egito.
  • No seu 6.º ano, Sargão II conquista Samaria. Isto terá ocorrido em 720 AEC.

Após a conquista de Samaria

  • No seu 14.º ano, Senaquiribe invade Reino de Judá. Conquista de Laquis. Jerusalém é sitiada, mas não chega a conquista-la. Nesse tempo, Taraka (na Bíblia, chamado de "Tiraca") era o Rei do Egito. Recebe a visita de emissários de Madruk-apal-iddina II (na Bíblia, chamado de Medroaque-Baladã ou Madruque-Baladã), que se tornara Rei de Babilónia.

Arqueologia: relevos de Laquis (Museu Britânico), Prisma de Senaqueribe (Instituto Oriental da Universidade de Cicago), Inscrição de Siloé (Museu Arqueológico de Istambul), Túnel de Siloé. Fontes escritas: textos históricos assírios (Anais de Tiglat-Pileser III e Sargão II), as óstracas da Samaria e de Láquish e alguns livros bíblicos (Reis I e II; Crónicas, I e II; Amós, Oseias e Isaías). A par destas, os testemunhos arqueológicos provenientes das escavações de tells. Sargão II conquistou Asdode. Assassinato de Senaqueribe por seus próprios filhos (2 Reis 19:37), como registado nos anais de seu filho Esar-Hadom. Em 612 AEC, Nínive foi conquistada conforme predição dos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registado no Tablete de Nabopolazar.

  • Manassés, filho do Rei Ezequias, reinou por 55 anos. Foi levado como prisioneiro para Babilónia. (II Crónicas 33:11) Se tornou rei tributário de Esar-Hadom (ou Assardão), Rei da Assíria.
  • Amon, filho do Rei Manassés, reinou por 2 anos.
  • Josias, filho do Rei Amon, reinou por 31 anos.
  • No seu 12.º ano, início a reforma religiosa no Reino de Judá.
  • No seu 18.º ano, achou-se "o livro da Lei de Moisés". Realiza-se uma celebração ímpar da Páscoa.
  • Morre ao tentar deter o exército de Neco II, na Batalha de Megido, em 609 AEC. A conquista definitiva de Harã e a derrota Assuruballit II pelos babilónicos, marcou o fim definitivo do Império Assírio.

Últimos Reis de Judá

  • Jeoacaz, filho de Josias, reinou por 3 meses (609 AEC). Foi chamado a Ribla e deposto por Neco II. É levado prisioneiro para o Egito. Em seu lugar, Neco nomeia Jeoaquim, filho de Josias, como Rei de Judá.
  • Jeoaquim (ou Jeoiaquim, também chamado de Eliaquim), filho de Josias, reinou por 11 anos. (608 a 598 AEC) Se tornou rei tributário de Neco II. Após a Batalha de Carquermis, em 605 AEC, Nabopolazar morreu. Nabucodonosor, seu filho, é aclamado Rei de Babilónia. O seu 1.º ano de reinado foi o 4.º ano de reinado de Jeoaquim. O Rei de Judá se torna rei tributário de Nabucodonosor II (isto é, Judá passou a "servir o Rei de Babilónia"). Ao fim de dois anos, Jeoaquim se rebelou e procura o auxílio do Egito.
  • Joaquim (também chamado de Jeconias), filho de Jeoaquim, reinou por 3 meses e 10 dias. No 8.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em 598 AEC, Jerusalém é sitiada e Joaquim se rende. Ocorre a primeira deportação.
  • Zedequias (Matanias), filho de Josias, reinou por 11 anos. (587 a 587 AEC) Jerusalém foi conquistada no 19.º ano de reinado de Nabucodonosor II, em 587 AEC). Nesse tempo, Apriés era o Rei do Egito. (Jeremias 44:30; 37:5-11) Seus habitantes são deportados em massa para Babilónia. A cidade e seu Templo são destruídos. Após o assassínio do governador Gedalias, o restante dos judeus foge para o Egito e a terra de Judá fica sem habitantes. Nesse tempo, Baalins era o Rei de Amon.
  • Jeremias 39:3 nomeia os príncipes de Nabucodonosor presentes no sítio final de Jerusalém. Veja Neriglissar e Nebo-Sarsequim.
  • A destruição de Jerusalém ocorreu quando Apriés (na Bíblia, chamado Hofra) era Rei do Egito. Segundo a cronologia egípcia, Apriés começou a reinar em 589 AEC.
  • VAT 4956 (Museu Britânico) fixa astronomicamente o 37.º ano de Nabucodonosor em 568 AEC. Estabelece 605 AEC como seu ano de ascensão. Menciona uma batalha travada por Nabucodonosor II contra Amasis II. Segundo a cronologia egípcia, este Faraó começou a reinar em 570 AEC.

Veja também

  • Era Cristã ou Nossa Era Comum (EC)
  • Arqueologia bíblica
  • Bíblia
  • Calendário Hebraico
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